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Almanaque Histórico
"Oswaldo Cruz - o médico do Brasil"
A edição de 2003 do Projeto Memória uma
parceria entre a Fundação Banco do Brasil e a Odebrecht
homenageou o médico e sanitarista Oswaldo Cruz. Uma das
iniciativas realizadas no âmbito desta homenagem foi a publicação
do Almanaque Histórico Oswaldo Cruz o médico
do Brasil, elaborado com base em ampla pesquisa feita por equipe
da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com material ilustrativo
rico e imagens de época, o Almanaque foi concebido para ser usado
em sala de aula. Acompanha a publicação um guia de orientação,
voltado a professores de quinta à oitava séries.
O Projeto Memória tem por objetivo resgatar, difundir e preservar
a história de fatos e personalidades que, nas mais diversas áreas,
tenham contribuído para formar a identidade cultural do país.
Escolas e demais instituições de ensino e pesquisa interessadas
o Almanaque Histórico Oswaldo Cruz o médico
do Brasil podem adquirir gratuitamente a publicação
no Museu da Vida, Av. Brasil, 4365, Rio de Janeiro, RJ (procurar Andrea
Ramos, e-mail aramos@coc.fiocruz.br; outras informações
pelo e-email cestudos@coc.fiocruz.br).
A insatisfação com o próprio
corpo
A busca pelo corpo ideal tornou-se uma febre nos últimos anos.
A procura por atividades cresceu significativamente, principalmente
entre os jovens. Para as mulheres, o tipo físico ideal é
um corpo mais magro e menos volumoso. Já os homens querem ter
um corpo mais forte e volumoso e com baixo percentual de gordura. Isso
é o que mostram pesquisadores da Universidade Federal de Juiz
de Fora e da Universidade Estácio de Sá em um estudo realizado
com 186 pessoas que praticavam caminhada no campus da Universidade Federal
de Juiz de Fora.
O objetivo do estudo foi quantificar o tipo físico ideal e verificar
o nível de insatisfação corporal de praticantes
de atividade física. De acordo com artigo publicado na edição
de maio/junho de 2005 da Revista Brasileira de Medicina do Esporte,
"a imagem corporal é uma construção multidimensional
que descreve amplamente as representações internas da
estrutura corporal e da aparência física, em relação
a nós mesmos e aos outros. O processo de formação
da imagem corporal pode ser influenciado pelo sexo, idade, meios de
comunicação, bem como pela relação do corpo
com os processos cognitivos como crença, valores e atitudes inseridos
em uma cultura".
Os pesquisadores verificaram que pelos valores de índice de
massa corporal (IMC) e percentual de gordura, as mulheres preferem corpos
mais magros e com volume corporal menor do que as recomendações
de saúde. Já a tendência masculina é a de
possuir um corpo com maior volume e menor quantidade de gordura corporal.
Em relação à insatisfação corporal,
eles constataram que as mulheres apresentaram um nível de insatisfação
semelhante de 76% e os homens de 82%. "Os indivíduos que
iniciam um programa de atividade física, na maioria dos casos,
buscam, de alguma maneira, modificar as formas e proporções
de seu corpo. Essa valorização exacerbada de baixos níveis
de gordura corporal, a comparação entre os indivíduos
que freqüentam o mesmo ambiente, além de opiniões
da própria família, levam as pessoas a apresentarem altos
níveis de insatisfação com a aparência do
corpo".
A equipe alerta, no entanto, para a importância de se adotar
um programa de atividade física adequado: "a insatisfação
com a imagem corporal leva as pessoas a iniciarem um programa de atividade
física. Um programa de atividade física bem elaborado
pode reduzir o peso corporal, como é o desejo das mulheres ou,
como desejam os homens, aumentar a massa muscular. Na verdade, a prática
de atividade física pode levar os indivíduos a alcançar
os corpos que idealizam. Entretanto, a prática de atividade física,
em alguns casos, pode resultar em conseqüências negativas,
aumentando, nas mulheres, a preocupação com a magreza
e, nos homens, ocasionando o fenômeno conhecido como dismorfia
muscular ou anorexia reversa". Fonte: Agência Notisa
(recebido por e-mail)
Os mestres precisam mais de carinho
O trabalho dignifica o homem, mas também pode "levar à
loucura". Um estudo feito com professores da rede municipal de
Vitória da Conquista (BA) mostrou que 55,9% apresentavam distúrbios
psíquicos classificados como "menores". Entre as principais
ocorrências, os pesquisadores citam nervosismo, tensão,
cansaço excessivo, preocupação, tristeza e sustos
repentinos. Também foi apresentado grande número de dores
de cabeça e de estômago. A prevalência é maior
do que a apresentada em estudos anteriores e mais elevada em professores
com alta exigência de trabalho, mostrando que a saúde mental
desses profissionais está fortemente associada ao conteúdo
de suas tarefas. O estudo foi publicado na revista científica
da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp),
Cadernos de Saúde Pública. O texto integral pode ser solicitado
pelo e-mail: ccs@fiocruz.br . Fonte: Agência Fiocruz de
Notícias (recebido por e-mail)
Os melhores e piores planos de saúde
Pesquisa encomendada pela ACOESP, Associação das Clínicas
e Consultórios do Estado de São Paulo, à empresa
de pesquisa e marketing Strata Marketing elegeu, segundo critérios
de maior importância na relação entre pacientes,
médicos e convênios médicos, os 5 (cinco) melhores
planos de saúde do Estado de São Paulo - Sul América,
Unimed Paulistana (médicos cooperados), Bradesco Saúde,
Fundação CESP, Omint/Skill e os 5 (cinco) piores - Royal
Saúde, Blue Life, Serma, Dix Amico, Life System.
A pesquisa foi realizada entre os meses de maio e julho de 2005 com
um universo pesquisado de 2.000 médicos cadastrados na ACOESP,
resultando em uma amostra de 123 questionários válidos
respondidos, via Internet ou enviados aos médicos. Segundo a
metodologia da pesquisa, esse número representa uma margem de
segurança de 95% e de erro de 10%. Os planos receberam nota de
1 a 5 de acordo com a avaliação dos médicos. Os
critérios utilizados na pesquisa foram: 1º remuneração
por atendimento; 2º pontualidade de pagamento ao médico;
3º volume de atendimento a pacientes; 4º nível de interferência
na realização de procedimentos; 5º não pagamento
de atendimentos e exames realizados sem justificativa (glosas injustificadas);
6º facilidade e/ou dificuldade de comunicação; 7º
nível de burocracia exigida para a realização do
atendimento.
Um dos fatores mais importantes levantados pela pesquisa e que chamou
a atenção, reflete diretamente no consumidor final, motivo
de inúmeras reclamações no PROCON de São
Paulo. No total de 219 reclamações, de janeiro a julho
de 2005, sobre planos de saúde, 71 (32%) se refere à não
cobertura de exames e procedimentos pedidos pelos médicos aos
pacientes através de seus convênios. Critérios como
interferência na aprovação de exames, demora na
autorização e remuneração insuficiente,
prejudicam tanto o médico como o paciente. "Algum nível
de interferência dos planos de saúde e demora na autorização,
além de prejudicar a terapêutica, aumenta a insatisfação
do paciente, o que recai sobre o atendimento da clínica",
comenta o Doutor Nelson Astur Filho, presidente da Associação
das Clínicas e Consultórios do Estado de São Paulo
(ACOESP). Fonte: ACOESP/ Spoke Comunicação
Empresarial (recebido
por e-mail)
Os perigos ignorados dos agrotóxicos
A utilização de agrotóxicos na agricultura sempre
gera polêmicas e tem sido apontada como um dos principais meios
de intoxicações, que representam atualmente um grave problema
de saúde pública. Os trabalhadores rurais são os
principais envolvidos em acidentes e, mesmo assim, são poucos
os que utilizam equipamentos de proteção individual e
vêem a utilização de agrotóxicos como risco
à saúde. Essa é a conclusão de um estudo
realizado por pesquisadores da Universidade Castelo Branco e da Fundação
Oswaldo Cruz com agricultores de Cachoeiras de Macacu (RJ).
Dados oficiais recentes colocam o Brasil como o 7º consumidor mais
freqüente no mundo, tendo sido consumidos no país, em 2001,
328.413 toneladas destes produtos. De acordo com artigo publicado na
edição de abril/junho de 2005 da Revista Ciência
e Saúde Coletiva, "muitas vezes, as intoxicações
por defensivos não são graves a ponto de exigir internação;
e são freqüentes os casos em que os trabalhadores rurais,
embora com sintomas de intoxicação, continuam sua jornada
de trabalho sem procurar atendimento médico. Mesmo para casos
de intoxicações graves, a falta de atendimento médico
é causa comum de sub-registro".
No estudo, os pesquisadores constataram que 92,5% dos agricultores utilizavam
agrotóxicos. Em relação à quantidade aplicada,
eles observaram que 37,5% dos entrevistados calculavam a quantidade
utilizada do produto de acordo com o rótulo. "Foi difícil
analisar a quantidade dos produtos usados porque os agricultores não
têm um critério de dosagem em relação ao
tipo de cultura e ao tamanho da plantação. Eles utilizam
os agrotóxicos de maneira inadequada e, na maioria das vezes,
não respeitando o período de carência. Empregam
produtos não específicos para uma determinada praga ou
doença, e ainda fazem 'coquetéis de agrotóxicos',
misturando produtos de diferentes composições químicas",
afirmam no artigo.
A equipe também verificou que 35% aplicavam o produto toda semana
e 25,5% aplicavam duas vezes ao mês. No que se refere à
autoproteção, na aplicação de agrotóxicos,
82,5% dos agricultores não utilizavam EPI (Equipamento de proteção
Individual) completo e 17,5% o utilizavam. Desses agricultores, 35%
não usavam nenhum tipo de proteção. Segundo a equipe,
"o motivo alegado pela maioria dos trabalhadores para não
usar os EPI é que a região é muito quente, tornando
o equipamento desconfortável". Além disso, 60% dos
agricultores não recebem nenhum tipo de treinamento para a utilização
dos agrotóxicos.
Nesse sentido, os cientistas observaram que 22,5% dos agricultores relataram
ter sofrido intoxicação por agrotóxicos. Os sintomas
mais comuns mencionados foram tonteira, dor de cabeça, dor no
corpo e visão turva. Mesmo assim, apesar de reconhecer o risco
da utilização dos agrotóxicos, a maioria não
se dispõe a mudar. "Acreditamos que devido à natureza
multifacetada do problema do uso abusivo de agrotóxicos no País,
dos riscos para o meio ambiente e para a saúde humana por eles
produzidos, apenas uma ação multissetorial de médio
a longo prazo seria capaz de reduzir os impactos negativos destas substâncias",
afirmam no artigo. Fonte: Agência Notisa ( recebido
por e-mail).
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