
Assessoria
de imprensa em Saúde: diagnóstico e prognóstico
de mercado
Arquimedes Pessoni*
Resumo
O artigo tem como objetivo analisar o mercado de trabalho em assessoria
de comunicação e imprensa no segmento da saúde bem como discorrer
sobre a qualidade da formação profissional dos assessores que
atuam nesse segmento. O paper aborda também as principais
limitações de caráter prático e ético no trabalho dos profissionais
de comunicação.
Palavras-chave:
assessoria de imprensa, saúde, comunicação, ética.
A
atividade de assessoria de imprensa vem ganhando espaço entre
aqueles que acabaram por se especializar nesse novo nicho de mercado:
os jornalistas. Historicamente nascida a partir de um jornalista
tido como muckracker (1), que na verdade praticava a atividade
de relações públicas, o americano Ivy Lee, em 1906, a serviço
do milionário americano Rockfeller (CHAPARRO, 2002, p.34), o trabalho
com a imprensa acabou sendo reconhecido como uma importante ferramenta
de comunicação entre empresas, governos e mais recentemente Organizações
não-governamentais dentro da chamada comunicação integrada.
No
Brasil, o início da atividade de assessoria de imprensa, não ainda
com essa denominação, data de 1909, no governo de Nilo Peçanha,
que procurou sistematizar a divulgação jornalística na área pública,
organizando a estrutura do Ministério da Agricultura, Indústria
e Comércio criando a Secção de Publicações e Biblioteca para integrar
serviços de atendimento, publicações, informação e propaganda
(DUARTE, 2002, p.82). O mesmo autor (p.83) aponta que a criação
do DIP Departamento de Imprensa e Propaganda e dos DEIPS
Departamentos Estaduais de Imprensa e Propaganda por parte
do governo entre 1939 e 1945 deu novo fôlego ao setor.
O
marco da atividade assessoria de imprensa no Brasil está ligado
à chegada das empresas multinacionais, sobretudo as automobilísticas,
na década de 60. Segundo DUARTE, 2002, p.85):
A
assessoria de imprensa da Volkswagen foi apontada como pioneira
no Brasil. Ela teria sido a primeira estrutura formada em uma
organização privada para atuar com relacionamento planejado, sistematizado
e permanente com a imprensa, numa perspectiva estratégica.
Assessor
de imprensa como profissão
Exercida
por diversos profissionais de comunicação, principalmente jornalistas
oriundos de grandes redações, o trabalho de assessoria de imprensa
vem se firmando como importante segmento de atuação para aqueles
que decidiram atuar na área de comunicação empresarial. Dados
do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo (2004) apontam
que os jornalistas contratados em assessoria, governos, legislativos,
judiciários, empresas, universidades etc são 49,48% do mercado.
Matéria da jornalista Analisa Spaggiari, publicada no Panorama
Brasil, em 16/04/2003, aponta que o segmento das assessorias de
comunicação (que têm assessoria de imprensa como um dos serviços
prestados) cresceu 156% de 2000 a 2002, faturando cerca de R$
700 milhões e que a expectativa é que o setor cresça em torno
de 30% nos próximos anos. Do faturamento apontado pelo informativo,
cerca de 70% são oriundos da atividade de assessoria de imprensa.
Pesquisa
realizada pelo Portal Comunique-se apontou um aumento de 9,5%
de 2002 a 2003 nas contratações de profissionais para atuar em
assessoria de imprensa. Segundo os pesquisadores, os números indicam
de 2003 a 2004 o índice tende a chegar a 10%.
Embora
em franco crescimento, o mercado de trabalho para os futuros jornalistas
ainda está longe de oferecer a quantidade necessária de vagas
em relação à quantidade de alunos que se formam anualmente em
jornalismo. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais (INEP), ligado ao Ministério da Educação, registram
que no Brasil há 255 cursos reconhecidos de jornalismo pelo território
nacional, sendo 79 só em São Paulo. O INEP aponta que em 2002
haviam 138.123 alunos matriculados nos diversos cursos de jornalismo.
Segundo estimativas do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo,
apenas 70% dos formados nessa área tentam atuar no mercado. DUARTE
(2002, p.23) sugeriu que cerca de 50% dos jornalistas atuam nas
atividades relacionadas à assessoria de imprensa. Numa rápida
conta, poderíamos concluir que para contemplar somente a metade
daqueles 70% que se formam anualmente, seria necessária a criação
de cerca de 48.350 vagas em assessoria de imprensa por ano apenas
para absorver a quantidade de profissionais lançados no mercado
de trabalho anualmente pelas diversas faculdades.
Um
outro questionamento que colocamos no presente trabalho é se o
currículo apresentado nos diversos cursos de jornalismo contempla
conteúdos específicos para assessoria de imprensa. Com um perfil
de alunos que buscam de forma primária a formação para serem repórteres
e/ou apresentadores nas diversas mídias, não raro as faculdades
deixam de lado a criação de disciplinas que abordam os temas específicos
para assessores. Dessa forma, termos como clipping, mailing,
press-releases, press-kit, follow-up, media training e tantos
outros importados, mas essenciais para os futuros assessores de
imprensa passam a soar não como palavrão, mas como jargão totalmente
estranho àqueles que terão na assessoria de imprensa sua opção
de primeiro emprego. Sem o domínio desses conceitos, nem sequer
a chance de estagiar pode ser oferecida.
Dados
apresentados pelo presidente da ABRACOM Associação Brasileira
das Agências de Comunicação José Luiz Schianoni (2) apontam
que no Brasil há cerca de mil agências de comunicação em atividade.
Pesquisa realizada no cadastro do Portal Comunique-se em 3108/2004
registravam 1.653 agências/assessorias de comunicação registradas
naquele importante serviço de consulta de jornalistas e assessores.
A
ABA Associação Brasileira de Anunciantes realizou
em abril de 2004 a pesquisa RELACIONAMENTO DAS EMPRESAS COM AS
ASSESSORIAS DE IMPRENSA. O estudo feito com 47 empresas de grande
porte mostrou que 91% dos pesquisados possuíam assessoria de imprensa
(gráfico 1) e que desses, 68% trabalhavam com assessorias terceirizadas
(externas e internas gráfico 2).
Gráfico
1 - empresas que possuem assessoria de imprensa

Fonte
ABA/2004
Gráfico
2 - tipo de serviço prestado pelas assessorias de imprensa

Fonte:
ABA/2004
A
atividade de assessoria de comunicação no segmento saúde também
ganhou destaque nas pesquisas citadas anteriormente. O levantamento
do Portal Comunique-se registrou que 46,49% dos clientes atraídos
pelas assessorias de comunicação são oriundos do setor da Saúde.
Também a pesquisa da ABA apontou a presença dos segmentos de saúde,
limpeza e cosméticos (5%), farmacêutico (4%) e apenas cosméticos
(2%) como perfil das empresas pesquisadas que contavam com serviço
de assessoria de imprensa (gráfico 3).
Uma
outra pesquisa realizada também num portal de serviços de assessoria
de imprensa, o Maxpress, mostrou que entre as assessorias de imprensa
clientes do portal que prestavam serviço de assessoria, 302 tinham
o segmento de saúde e beleza como clientes e 174 dedicavam serviço
para o segmento medicina. Vale ressaltar que a pesquisa realizada
pelo autor em 31/08/2004 pode apresentar sobreposição de dados,
ou seja, as mesmas assessorias atuando em dois segmentos concomitantemente.
Gráfico
3 - perfil das empresas avaliadas
Quem
também notou que é preciso debruçar-se sobre o tema Comunicação
e Saúde foi o Hospital das Clínicas da USP, que realizou nos dias
26 e 27 de setembro de 2004 o Fórum de Comunicação em que
importantes profissionais da área puderam expor o estado da arte
da comunicação na área médica e de saúde.
A
Saúde como notícia
Seguindo
os critérios de noticiabilidade apresentados por ERBOLATO (1984,
p.55-60), a saúde pode apresentar-se como notícia por diversos
aspectos, entre eles importância, relevância, utilidade, raridade,
impacto, proeminência etc. A saúde está na pauta da mídia. Levantamento
realizado por NASCIMENTO & PESSONI (2003, p.232) em 156 edições
da revista semanal de maior circulação no Brasil a Veja
indicou que 22% das capas tinham a saúde como tema principal.
Numa
análise lógica do que foi exposto no artigo até o momento podemos
tirar algumas conclusões parciais:
1)
Muitos profissionais estão entrando no mercado de jornalismo anualmente;
2)
Devido ao "enxugamento" das redações, grande parte dos
jornalistas começou a migrar para a área de assessoria de imprensa;
3)
Há um mercado em franca expansão para as assessorias de imprensa;
4)
A área da saúde percebeu a necessidade de comunicar-se melhor
e investiu no segmento de assessoria de imprensa;
5)
Por haver interesse e espaço na mídia para as notícias de saúde,
as assessorias encontram facilidade em oferecer conteúdos produzidos
pela área de saúde.
Se
de um lado o mercado se apresenta receptivo para notícias de saúde
e as assessorias são procuradas para oferecer seus serviços nesse
segmento, um novo problema começa a ser detectado: a comunicação
entre profissionais da comunicação e de saúde. Nesse embate de
egos e interesses diferentes, por vezes há um "triálogo"
de surdos: de um lado jornalistas querendo informações "para
ontem" e culpando os assessores pela demora; de outro, assessores
tentando fazer com que os profissionais da saúde compreendam o
sistema de produção de notícias e o código das redações, que não
funciona na mesma lógica da escola médica e, por fim, na base
dos problemas, os profissionais da saúde que acusam ambos
jornalistas e assessores de incompetentes, reducionistas,
apressados e despreparados para transformar as informações de
saúde em notícias corretadas e não contaminadas pelo sensacionalismo
que habita as manchetes dos jornais.
Mais
uma vez o tempo e o modo de funcionamento da lógica de cada profissão
põe em xeque o interesse maior pela informação e quem sai perdendo
é justamente quem nada tem a ver com a briga: o leitor/ouvinte/telespectador.
A
lógica médica privilegia o cuidado na produção da pesquisa, o
pré-teste, o teste, a publicação da descoberta entre os pares
para só depois divulgar algo como uma descoberta (o que não é,
necessariamente, seguido por toda a classe). O sistema da assessoria
detecta espaços noticiosos a serem explorados mesmo que o ciclo
acima exposto não tenha sido completado ou busca unir os colegas
"do outro lado do balcão", os que produzem a notícia
com as fontes ou vozes competentes na esperança
de obter divulgação de assunto de interesse de seu cliente. Já
os jornalistas, aqueles que estão no front da batalha pela notícia,
por vezes queimam etapas talvez pelo medo de levar o "furo"
da concorrência e acabam divulgando antes da hora certezas
ainda incertas na área da saúde.
Outro
abscesso a ser drenado nesse embate de comunicadores e profissionais
da saúde é o desconhecimento por parte de ambos dos códigos de
ética que balizam a conduta de ambas as classes profissionais.
O assessor de imprensa que busca esconder a verdade em momentos
de crise de seu cliente da área da saúde parece desconhecer o
artigo 4º de seu código de ética e servir como um verdadeiro bunker
contra os colegas de redação:
Art.
4o - A prestação de informações pelas instituições públicas, privadas
e particulares, cujas atividades produzam efeito na vida em sociedade,
é uma obrigação social.
Ao
impedir o acesso à verdade aos colegas da redação, os assessores
incorrem em mais um deslize ético, expresso no artigo 1º do código
da profissão:
Art.
1o - O acesso à informação pública é um direito inerente à condição
de vida em sociedade, que não pode ser impedido por nenhum tipo
de interesse.
Mas
não são só os assessores de imprensa que atuam na saúde que demonstram
desconhecimento daquilo que deveria balizar suas ações durante
a atuação profissional. Também os coleguinhas das redações
por vezes escorregam ao não verificar devidamente a verdade dos
fatos conforme preconiza o artigo 7º do Código de Ética
ou quando abusam do sensacionalismo se chocam com o item
"b" do artigo 13 do código da classe:
Art.
7o - O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade dos
fatos, e seu trabalho se pauta pela precisa apuração dos acontecimentos
e sua correta divulgação.
Art.
13 - O jornalista deve evitar a divulgação de fatos:
a)
Com interesse de favorecimento pessoal ou vantagens econômicas.
b)
De caráter mórbido e contrários aos valores humanos.
Para
que o leitor não tenha como culpados apenas aqueles oriundos das
faculdades de Comunicação Social, também os profissionais de jaleco
branco por vezes teimam em deixar de lado por ignorância
ou má fé o código que orienta sua atuação. Para esses,
às vezes no afã de ganhar os holofotes quando seu paciente é assíduo
freqüentador dos espaços destinados às celebridades, o escorregão
ético se dá logo no artigo 11º e 102 do código da classe:
Art.
11° - O médico deve manter sigilo quanto às informações confidenciais
de que tiver conhecimento no desempenho de suas funções. O mesmo
se aplica ao trabalho em empresas, exceto nos casos em que seu
silêncio prejudique ou ponha em risco a saúde do trabalhador ou
da comunidade.
É
vedado ao médico:
Art. 102 - Revelar o fato de que tenha conhecimento em virtude
do exercício de sua profissão, salvo por justa causa, dever legal
ou autorização expressa do paciente.
Parágrafo único - Permanece essa proibição:
a) Mesmo que o fato seja de conhecimento público ou que o paciente
tenha falecido.
Como
se não bastasse a "síndrome de mariposa" que alguns
profissionais tem em busca das luzes dos holofotes suas presenças
com segundas intenções em programas e espaços da mídia também
são condenadas nos artigos 131 a 133:
É
vedado ao médico:
Art. 131 - Permitir que sua participação na divulgação de assuntos
médicos, em qualquer veículo de comunicação de massa, deixe de
ter caráter exclusivamente de esclarecimento e educação da coletividade.
Art. 132 - Divulgar informação sobre assunto médico de forma sensacionalista,
promocional, ou de conteúdo inverídico.
Art.
133 - Divulgar, fora do meio científico, processo de tratamento
ou descoberta cujo valor ainda não esteja expressamente reconhecido
por órgão competente.
Como
pudemos verificar no presente artigo, muito ainda teremos que
caminhar comunicadores (jornalistas e assessores de imprensa)
e profissionais da saúde para que as relações entre as
diferentes tribos sejam pacíficas, profícuas e respeitosas. Embora
com um diagnóstico positivo para a doença que contagia ambas as
classes profissionais, o prognóstico aponta para uma melhor qualificação
profissionais para ambos os envolvidos, num long life learning
da prática do dia-a-dia de cada um dos envolvidos, num exercício
de paciência e compreensão das diferenças - que devem ser não
os motivos de separação, mas de aglutinação em prol do
maior interessado no sucesso desse casamento: o cidadão.
Notas
1)
Muckrackers - termo usado para denominar revistas de forte apelo
político em defesa dos trabalhadores, como a McClure's Magazine,
de 1910.(Fonte: WAINBERG, J., CAMPOS, J. & BEHS, E. in: Polemista,
o personagem esquecido do jornalismo. ALAIC, Congresso 2002. Disponível
em: http://www.eca.usp.br/alaic/material
congresso 2002/congBolivia2002/trabalhos completos Bolivia 2002/GT
3 eduardo meditsch/jacques wainberg.doc, acesso em 31/05/2004).
Foi
o presidente Theodore Roosevelt quem usou as expressões muckraking
journalism e muckrakers para definir esse tipo de trabalho e aqueles
que o praticavam. Ele os comparou ao Homem do Ancinho, do livro
Pilgrims progress, que preferia revolver imundícies, olhando
para baixo, a levantar a cabeça e olhar o céu (ELMER, p.301).
O termo, depreciativo, passou a ser usado como título de honra
pelas revistas no período conhecido como "a era dos muckrackers".(AMARAL,
Luiz. Assessoria de Imprensa nos Estados Unidos, p.55. In: DUARTE,
Jorge (org.). Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia:
teoria e técnica. São Paulo, Atlas, 2002, 411 p.)
2)
Em palestra ministrada no Fórum de Comunicação Social do Hospital
das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, no Centro Rebouças,
São Paulo, em 27/09/2004.
Referências
Bibliográficas:
AMARAL, Luiz. Assessoria de Imprensa
nos Estados Unidos, p.55. In: DUARTE, Jorge (org.). Assessoria
de imprensa e relacionamento com a mídia: teoria e técnica.
São Paulo, Atlas, 2002, 411 p.)
CHAPARRO, Manuel Carlos. Cem anos
de assessoria de imprensa. In: DUARTE, Jorge (org.). Assessoria
de imprensa e relacionamento com a mídia: teoria e técnica.
São Paulo, Atlas, 2002, 411 p.)
CÓDIGO DE ÉTICA DO JORNALISTA.
Disponível em: www.vitoria.es.gov.br/secretarias/comunica/codigo.doc,
acesso em 28/09/2004.
CÓDIGO DE ÉTICADO MÉDICO.
Disponível em: www.cfm.org.br/codetic.htm,
acesso em 28/09/2004.
DADOS ESTATÍSTICOS DA EDUCAÇÃO
SUPERIOR, POR CURSO DE GRAUDAÇÃO PRESENCIAL E POR MUNICÍPIO -
CENSO DE 1997 A 2002 - Cursos da Área Detalhada em Jornalismo
e Reportagem. Centro de DUARTE, Jorge. Assessoria de Imprensa
no Brasil. In: DUARTE, Jorge (org.). Assessoria de imprensa
e relacionamento com a mídia: teoria e técnica. São Paulo,
Atlas, 2002, 411 p.)
ERBOLATO, Mário L. Técnicas
de Codificação em Jornalismo. São Paulo, Vozes, 1978, 214
p.
NASCIMENTO, Eduardo & PESSONI,
Arquimedes. A mulher brinda à saúde na mídia nacional.
In: Comunicação Latino-americana. O protagonismo feminino.
Melo, Gobbi & Barbosa (org). São Bernardo do Campo: UMESP;
Adamantina: FAI, 2003. (p. 227-238)
O RETRATO DA COMUNICAÇÃO
CORPORATIVA. Portal Comunique-se/2004. Disponível em: www.abracom.org.br/noticias/novidades_not.asp?cod=1627,
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COM AS ASSESSORIAS DE IMPRENSA. ABA abril/2004. Disponível
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SPAGGIARI, Analisa. Assessorias
inovam e já faturam R$ 700 mi. PanoramaBrasil 16/04/2003
Geral On Line. Disponível em: www.aberje.com.br/jornal/index.asp,
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WAINBERG, J., CAMPOS, J. &
BEHS, E. in: Polemista, o personagem esquecido do jornalismo.
ALAIC, Congresso 2002. Disponível em: www.eca.usp.br/alaic/material
congresso 2002/congBolivia2002/trabalhos completos Bolivia 2002/GT
3 eduardo meditsch/jacques wainberg.doc, acesso em 31/05/2004).
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Arquimedes Pessoni
Jornalista, doutorando em Comunicação Socia
da UMESP, professor do UNIFIAM/FAAM (SP) e assessor de Comunicação
da Fundação do ABC.
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