|

Comunicação
em Saúde: uma necessidade atual
Janaina Rodrigues Pacheco*
Resumo
Este artigo apresenta um estudo desenvolvido através de
pesquisa bibliográfica. Pesquisou-se em obra específica
da área, resultado de reflexões de pesquisadores,
e efetuou-se também a busca de artigos científicos
e documentos eletrônicos que abordam a temática objeto
de estudo.
Introdução
Tecer
relações sobre os campos da saúde e da comunicação
nos obriga a perguntar, inicialmente, se existe uma comunicação
"em saúde" como objeto único de reflexão
de prática, ou se estamos diante de uma série de
questões conceituais, metodológicas e operacionais
apresentadas pela saúde e que vêm demandando contribuições
de novos modelos teóricos, metodologias e práticas
em comunicação.(PITTA, SAÚDE E COMUNICAÇÃO
- visibilidades e silêncios, 1995).
Atualmente,
as necessidades de uma comunicação qualificada e
bem planejada estrategicamente em saúde vêm reunindo
estudiosos, pesquisadores e profissionais de várias áreas,
para a discussão e análise do contexto atual de
nosso país, em busca de uma solução para
a situação existente. Entretanto, pouco está
sendo feito para as mudanças necessárias em relação
a essa temática, devido a vários fatores.
Comunicação
em saúde se faz necessária diante de índices,
divulgações e pesquisas que apontam para uma saúde
sem educação e prevenção eficazes.
Por isso, o interesse e a escolha deste tema como fonte de estudo,
uma vez que, após a realização de pesquisas
qualitativa e quantitativa nos anos de 2002 e 2003, foi possível
verificar ineficiência em relação às
campanhas institucionais, somado a números alarmantes de
jovens infectados pelo vírus da AIDS. Esses índices
nos levam a uma reflexão sobre a eficácia da produção
de informações em saúde, bem como da metodologia
utilizada nos processos de comunicação.
Tendo este contexto como norteador, elaborou-se este artigo, visando
apresentar e analisar esta temática em várias vertentes,
bem como destacar pontos importantes e necessários para
a promoção da saúde.
Para
melhor compreensão do atual estudo desenvolveu-se uma pesquisa
qualitativa, de caráter documental, reunindo 15 artigos
científicos sobre o assunto.
Selecionaram-se
documentos eletrônicos e realizou-se a leitura do livro
SAÚDE & COMUNICAÇÃO "Visibilidades
e Silêncios", de Áurea M. da Rocha Pitta (1995),
que reúne uma coletânea de textos em saúde
e comunicação, resultado de debates e estudos estruturados
a partir dos anos 80.
Desenvolvimento
Diante da preocupação dos visíveis problemas
apresentados pela sociedade, o interesse pelo tema ganhou maior
visibilidade através de textos, artigos, movimentos institucionais
e relatórios finais das VIII e IX Conferências Nacionais
de Saúde.
Para
melhor entendimento e análise mais profunda do material
e de cada abordagem, foi necessária a criação
de categorias de acordo com o enfoque dado pelos autores ao assunto
estudado. Desta maneira , apresenta-se a seguir, no quadro 1,
a categorização do material selecionado.
Para
o processo de criação de categorias, levou-se em
conta o contexto, enfoque e direcionamento apresentados pelos
autores.
QUADRO
- 1: Categorização dos textos pesquisados
| Discriminação das Categorias |
FA% |
FR% |
| Comunicação e Eficácia
em Saúde |
3 |
20,0 |
| Comunicação e Saúde Pública
|
2 |
13,3 |
| Contexto Atual da Aids |
2 |
13,3 |
| Ética, Informação e Saúde |
3 |
20,0 |
| Indicações para Pesquisa em Comunicação
e Saúde |
1 |
6,70 |
| Promoção da Saúde |
2 |
13,3 |
| Publicidade e Saúde |
1 |
6,70 |
| Saúde e Mídia |
1 |
6,70 |
| TOTAL |
15 |
100 |
Diante do material selecionado, optou-se por apresentá-lo
em tabelas especificas, acompanhadas dos comentários pertinentes.
Na
seqüência, demonstram-se as tabelas devidamente identificadas:
TABELA
- 1: Comunicação e Eficácia em Saúde
| FONTE |
AUTOR |
DATA |
TÍTULO |
| * Mídia e Saúde |
Ademir Pereira Júnior |
2001 |
Comunicação e Saúde: Análise
de alguns Programas de Excelência |
| * Mídia e Saúde |
Janine Miranda Cardoso |
2001 |
Comunicação, Saúde e Cidadania:
Desafios colocados pela Implantação do Sistema
Único de Saúde |
| * Mídia e Saúde |
Patrícia Logulo |
2001 |
Comunicação na Eficácia
das Intervenções em Saúde |
*Os
textos apresentados em tabelas foram retirados/extraídos
do livro Mídia e Saúde (2001), organizados por José
Marques de Melo, Isaac Epstein, Conceição Sanches
e Sérgio Barbosa. O livro é resultado de uma coletânea
de textos, pesquisas, estudos e artigos apresentados na I,II,III
e IV Conferência Brasileira de Comunicação
e Saúde - COMSAÚDE
O
estudo desenvolvido por Pereira Júnior destaca o estado
da saúde divulgado pela (ONU), Organização
das Nações Unidas. Revela que a situação
nos países subdesenvolvidos se torna cada dia mais crítica,
apesar dos avanços da medicina. De acordo com o autor,verifica-se
que "no Brasil, de 1980 a 1990, 47% da população
viviam na pobreza total. Ou seja, são aproximadamente 72,4
milhões de pessoas pobres, o que representa 5,6% do total
de pobres do mundo inteiro".
O
estudioso salienta no seu estudo pontos interessantes para reflexão:
apesar de todos os problemas na área da saúde em
nosso país, ainda existem algumas iniciativas que acabam
por dar certo, como por exemplo, Programa Viva Criança,
no Ceará, Pastoral da Criança e Programa Nascer,
em Curitiba. Esses programas, segundo o pesquisador, são
bem sucedidos não apenas pelos índices alcançados,
mas pela forma de condução e desenvolvimento destes
trabalhos, e mostram que, hoje em dia, existe uma lanterna no
fim do túnel. Também ressalta que outra característica
destes programas é a boa relação entre as
áreas de saúde e comunicação.
Já
Cardoso apresenta uma visão panorâmica dos debates
em curso no setor de saúde, nos últimos quinze anos.
Desta
forma a autora ressalta a necessidade de buscar e destacar,
"...as
possibilidades abertas por dois fundamentos da proposta de Reforma
Sanitária - o conceito ampliado de saúde e a descentralização
política e gerencial de serviços e ações,
com participação de diferentes segmentos e forças
sociais - assim como algumas repercussões nas práticas
e demandas relacionadas às políticas de comunicação".
Pode-se verificar que o texto apresenta inúmeras interrogações
sobre a temática.
Segundo a autora :
A
motivação e objetivo central deste artigo é
apresentar aos colegas e demais grupos de pesquisa reunidos nesta
III Conferência Brasileira de Comunicação
e Saúde, tentativas de articulação prática
e teórica, que vêm se constituindo no movimento mesmo
de construção do Sistema Único de Saúde
(SUS) e de efetivação da proposta mais ampla de
Reforma Sanitária.È importante destacar duas características
relevantes desse trabalho, das quais emerge grande parte de temas
... uma inserção no cotidiano político institucional
do setor saúde - participando da formulação,
implementação e avaliação de políticas
e estratégias de comunicação- e a face reflexiva
deste trabalho, busca articulação com diversas áreas
do conhecimento, num esforço de inovação
teórica-metodológica que permite melhorar compreensão
das relações entre modelos de saúde e os
de comunicação, no contexto mais amplo das novas
(e"velhas") formas de relação entre governo
e sociedade, no Brasil. (CARDOSO, Janine Miranda, 2001,p.562).
Desta
forma, a pesquisadora entra em detalhes sob forma de tópicos
em várias vertentes, como comunicação, acesso
à informação, mídia e desafios e apostas.
No
artigo de Logulo, destaca-se a cobertura vacinal, ressaltando
como ponto de partida que, quando não é feita essa
cobertura, o processo de participação da população
requer vontade ou aceitação por parte dos indivíduos.
De acordo com a autora e, segundo Manciaux, trata-se de "prevenção
primária passiva aceita e,às vezes, procurada",ou
seja, a criança tende a ser levada ao posto de saúde
pelo responsável, o que deixa claro que é necessária
a adesão ao ato de vacinar. E por depender desta adesão
dos pais ou responsáveis, verifica-se que no Brasil e no
Estado de S.P existem bloqueios ao cumprimento desse processo.
A
autora, em seu posicionamento, apresenta as seguintes hipóteses:
Em
suma, os indivíduos sabem o que fazer, mas não fazem.Fica
claro que é necessário elaborar uma maneira de promover,
efetivamente, uma mudança de comportamento, além
da simples (e de qualidade) divulgação de informação.
. Aprimorar a persuasão envolve técnicas apuradas
de comunicação. Neste sentido, a comunicação
em saúde pública deve ser um ato planejado, não
apenas realizado sob a demanda de informação e a
mensagem propriamente dita. Veículo é meio ou canal
utilizado para informar os indivíduos, por exemplo: a imprensa
escrita, o jornal, materiais impressos, cartas,telefones ...(LOGULO,
2001, p.194).
Outras abordagens interessantes ressaltam pontos importantes para
uma mudança nesta questão. A autora evidencia que
considerar a promoção e a adesão, requer
uma atitude voluntária do usuário do sistema de
saúde e também a necessidade de persuadir sobre
a importância do fato.
A
autora enfatiza, também, que a questão da comunicação
depende da eficácia dos meios de comunicação
em relação aos resultados satisfatórios,
pois na área da saúde, tratando-se de qualquer doença,
a comunicação é uma vertente primordial.
Verifica-se
que os textos contêm pontos totalmente convergentes a respeito
das premissas em Comunicação em Saúde, o
que nos leva a uma reflexão sobre os programas de saúde
que obtêm resultados positivos devido às estratégias
e ações bem elaboradas. Sobre isso, Logulo e Pereira,
em suas pesquisas, destacam a necessidade da eficácia nas
abordagens sobre o assunto, uma vez que depende muito da adesão
do indivíduo para que o fato ou ação se concretize
de forma eficaz. Da mesma forma, Cardoso evidencia a necessidade
de inovações na reforma sanitária, e destaca
o posicionamento de Maria Helena Weber. Segundo a autora, a informação
é atualmente o principal indicador de poder das organizações
em geral, uma vez que imagem, conceito e entendimento positivos
são resultados de processos, sistemas e planos de comunicação
eficazmente trabalhados.
TABELA
- 2: Comunicação e Saúde Pública
| FONTE |
AUTOR |
DATA |
TÍTULO |
| * Mídia e Saúde |
Ademir Pereira Júnior |
03/10/2003 |
Comunicação em Saúde Pública:
uma análise sobre alguns casos bem Sucedidos |
| * Mídia e Saúde |
Gilson Carvalho |
2001 |
Comunicação e Saúde Pública |
Pereira Júnior, em seu texto, apresenta uma história
interessante para contextualizar a temática, ou seja, estabelecer
um parâmetro entre cura e prevenção.
A
história fabulosa dos deuses e semideuses da Grécia
Antiga, segundo Landmann(1982,p.17), é uma fonte permanente
de informações para quem se preocupa com fatos humanos.
Nela, Esculápio, o deus da medicina, teve duas filhas:
Panacea, a deusa da cura ou da assistência médica,
e Hygea, a deusa da higiene ou da medicina preventiva. Como todo
pai, acreditava que ambas fossem realizar um trabalho de cooperação
e não de disputa. Mas a competição prevaleceu,
pois, caso Hygea obtivesse sucesso completo, Panacea ficaria desempregada;
e se Panacea fosse a preferida da opinião pública,
do governo e da classe médica, quem ouviria os vulgares
conselhos de Hygea? Analisando o poder atual de Panacea, ou seja,
seu prestígio, podemos inferir que foi ela quem ganhou
esta disputa. O que não sabemos, pois tudo indica não
existir registro, é até onde a comunicação
colaborou para que isso acontecesse. Observando a tendência
atual, consideramos que ela, por intermédio de seus diversos
meios, está limitando-se a dar ênfase a um marketing
de assistência médica ao consumidor, quando o que
se quer é reviver a Hygea. (JÚNIOR, Ademir Pereira,
2001,p.435.)
Diante
do posicionamento do autor, pode-se perceber que, ao ilustrar
seu texto com a história dos deuses da Grécia Antiga,
segundo ele, é necessário que os meios de comunicação
levem ao cidadão informações sobre ações
concretas que demonstrem as diversas práticas de promover
a saúde.
A
comunicação, de acordo com o autor, precisa ser
valorizada no programa de saúde pública e deixa
de ser um adjetivo para se tornar um subjetivo, recebendo o mesmo
tratamento que os demais setores componentes da estrutura de um
programa de saúde.No seu estudo o pesquisador faz referências
importantes sobre nosso país: " no Brasil, constata-se
que a prevenção em saúde foi relegada a um
segundo, terceiro e , possivelmente quarto planos, remetendo as
já insuficientes verbas das Secretarias Municipais, Estaduais
e do Ministério da saúde à medicina assistencial".
O foco principal do texto de Carvalho refere-se à questão
de "deixarmos de ser individuais e trabalharmos por uma visão
conjunta, união, comunidade e coletividade", pois
assim poderemos alcançar uma visão ampla dentro
da saúde pública. Faz também referências
sobre a relação da pobreza com a doença,
juntamente com a falta de informação. De acordo
com o autor e, segundo Betinho, "cidadão é
aquele que tem consciência de deveres e direitos e participa
ativamente da sociedade".
Outro
aspecto interessante em seu artigo é a abordagem sobre
educação, na qual relata que "O direito é
consciência do dever. Ou o cidadão é informado
ou é manipulado. Precisamos ser informados, pois é
essencial. Temos que fazer a desmonopolização do
saber".
Ao analisar os textos percebe-se que os dois autores possuem ligações
convergentes no que diz respeito à necessidade de uma comunicação
positiva para a saúde, uma vez que é enfatizado
por Pereira Júnior, a questão do programa de saúde
pública deixar de ser um adjetivo para se tornar um subjetivo,
recebendo o mesmo tratamento que os demais setores componentes
da estrutura de um programa de saúde. Carvalho destaca
a questão da visão conjunta, união, comunidade
e coletividade, uma das principais funções que a
saúde pública deve possuir, pois assim o cidadão
será informado e não manipulado diante do saber.
No atual contexto em que vivemos, somos obrigados a conviver simultaneamente
com superinformação, subinformação
e pseudo-informação, daí a necessidade, importância
e cuidado no tratamento das informações que nos
são transmitidas. Isso retrata bem a importância
sobre a informação ser bem estruturada e analisada
diante do repertório do cidadão.
TABELA - 3: Contexto atual da AIDS
| FONTE |
AUTOR |
DATA |
TÍTULO |
| *Mídia e Saúde |
Aline Diniz de Carvalho
Lucila Massyo Kose
|
2001 |
Aids: ainda dá tempo de se prevenir |
| Revista ISTOÉ, edição 1775 |
Eduardo Marini
Luiza Villaméa |
01/10/2003 |
Inimigo Oculto |
Segundo
Carvalho e Kose, a idéia principal da pesquisa em forma
de um vídeo documentário é trabalhar a prevenção
direcionada aos adolescentes, uma vez que, divulgações
feitas pelo Ministério da Saúde apontam grandes
índices de infectados nesta faixa etária.
Para
a realização desta pesquisa foram utilizadas várias
formas de linguagem, ou seja, utilização de vídeo-clips,
dramatização, entrevistas clássicas e o grupo
focal.
Os
autores ressaltam também que, através de questionários
aplicados em escolas, obtiveram resultados que merecem destaque:
"... os estudantes não conseguiram assimilar que a
doença está mais perto do que imaginam. Além
de alguns adolescentes desinformados, um número considerável
não acredita que pode pegar a doença".
Pode-se
verificar que os autores procuraram a todo instante elaborar um
vídeo criativo e chamativo, que não cansasse o telespectador.
Pelos relatos, percebe-se que os jovens tiveram interesse pelo
vídeo e fizeram muitas perguntas. Isto vem mostrar a importância
da comunicação ser bem trabalhada e planejada,resultando
assim um trabalho eficaz.
É
importante também fazer referência ao artigo veiculado
na revista ISTO É do dia 01/10/2003, edição
1775, de autoria de Marini e Villaméa. A abordagem do artigo
está direcionada ao seguinte: 400 mil brasileiros são
portadores do HIV e não sabem. Revela também que
o Brasil abriga 600 mil pessoas entre doentes em tratamento e
portadores sem sintomas da doença. Apesar do país
possuir programas baseados em ações gratuitas de
prevenção, a dificuldade maior está em não
conseguir zerar ou pelo menos amenizar uma espantosa dívida
social na área: a de que dos 600 mil infectados, 400 mil
entre 15 e 49 anos, não sabem do problema, o que leva os
especialistas a uma grande preocupação.
Na
tentativa de aliviar o problema, técnicos do programa nacional
de combate à AIDS no país, ongs, especialistas em
saúde pública e comunicadores prometem lançar
nos mais importantes meios de comunicação uma grande
campanha para convencer as pessoas da necessidade de se fazer
o teste.
Este
programa ou campanha teve início em 13 de outubro e tem
o nome de "Fique sabendo". Pretende-se com esta ação
levar as pessoas a fazerem o exame, pois segundo os autores "É
preciso criar condições para essas pessoas procurarem
o teste".
Percebe-se
nos textos classificados nesta categoria uma delicada questão
a respeito da AIDS: ambas as informações relatam
o atual contexto da doença e as necessidades de prevenção
no Brasil. O artigo de Carvalho e Kose apresenta uma pesquisa
realizada com jovens e a necessidade de prevenção
dos mesmos, diante dos resultados obtidos.
Já
o texto de Marini e Villaméa aborda a situação
do Brasil diante da problemática da doença, uma
vez que mais de 400 mil pessoas são portadoras do vírus
HIV; porém, não têm conhecimento deste fato.
Isso nos leva a refletir sobre a necessidade de ações
transformadoras para reverter este quadro, bem como a reformulação
das informações transmitidas à sociedade,
pois, a informação existe mas é óbvio
que não vem provocando ressonância. Caso contrário,
não estaríamos fazendo apelo à sociedade.
Vale
ressaltar que a AIDS é uma doença sem cura, como
a diabete, porém, a sociedade persiste em acreditar que
essa doença é "somente a doença do outro".
É preciso mudar este comportamento por meio de informações
qualificadas, planejamentos e estratégias eficazes de prevenção
e educação, traçar metas e ações
eficazes. Não precisamos e nem queremos fazer parte deste
cenário calamitoso onde os fatos são reais e precisam
ser divulgados como tais.
TABELA
- 4: Ética, Informação e Saúde
| FONTE |
AUTOR |
DATA |
TÍTULO |
| *Mídia e Saúde |
José de Sá |
2001 |
Ética, Informação e Saúde |
| * Mídia e Saúde |
Reinaldo Brito Dias |
2001 |
Comunicação e Saúde: Aspectos Éticos
e Legais - Pesquisa |
| * Mídia e Saúde |
Vanda de Deus Daniel |
2001 |
A Ética na Comunicação da Saúde:
o que comunicar e o que não comunicar |
Sá,
em seu artigo, refere-se à ética, informação
e saúde , com o objetivo de ressaltar a importância
da temática para a sociedade e especialmente para o ambiente
universitário.
Destaca-se, nesse sentido, o seguinte posicionamento do autor
diante da unificação entre profissões:
Não
se pode conceber a saúde como algo isolado de outras áreas
do saber. Isto pressupõe uma atuação multidisciplinar:
saber trabalhar em conjunto com profissionais das áreas
de medicina, enfermagem,odontologia, pedagogia, assistência
social, direito e comunicação. Sem vaidades (estrelismos),
sem arrogância... enfim, revela-se um desafio no sentido
de trabalhar em equipe, (re)aprender o que o outro profissional
tem a nos ensinar, a fim de conseguir atingir o mesmo objetivo:
educação para a saúde.(SÁ, José
de, 2001, p.307).
Mediante
suas colocações, pode-se perceber que o autor, a
todo momento, faz vinculações das profissões
da área da saúde com ética e informação,
demonstrando assim, que um dos maiores problemas destes profissionais
é acreditar que podem resolver tudo isoladamente, esquecendo-se
que a participação da sociedade é fundamental.
Com isso, é preciso trabalhar a comunicação
de forma eficaz uma vez que, dificuldades com a comunicação,
em especial comunicar e entender o que se comunica, está
ligada à falta de adequação da linguagem,
realidade sócio-econômico-político e flexibilidade.
Vale ressaltar que, segundo o pesquisador, "A imprensa não
trata da doença e, sim, da cura".
Já
para Dias:
Os
próximos anos serão marcados por importantes transformações
nas formas de comunicação, face à agilidade
da obtenção de informação e acesso
ao conhecimento disponíveis para, cada vez mais, um número
maior de pessoas ávidas ao saber, em função
do desenvolvimento, da inovação tecnológica
e do avanço científico.As universidades, como produto
das lideranças responsáveis por esses conhecimentos,
deverão estar aptas para enfrentar estes novos tempos.A
pesquisa científica na saúde torna-se portanto,
o elemento necessário para que principalmente os jovens
se envolvam nestas atividades, integrem-se em suas áreas
específicas de estudo e gerem novos conhecimentos que deverão
ser devida e corretamente por elas divulgadas.Entretanto, há
normas legais e preceitos éticos, que disciplinam a matéria
e que até de forma preventiva devem ser conhecidos e seguidos.
(DIAS, Reinaldo Brito. 2001, p. 396).
Diante
da colocação do autor em seu breve resumo, percebe-se
que questões e fatores importantes ligados à comunicação,
saúde e ética, são aspectos fundamentais
para uma sociedade próspera.
A comunicação exerce nos dias atuais uma grande
força sobre o ser humano; desta forma, a necessidade de
se veicular informações com qualidade é fundamental.
Já em relação especifica à saúde
ligada à comunicação, o autor ressalta que,
"Mais importante que a atuação punitiva assegurada
por Lei, cabe-lhes a missão preventiva..." ou seja,
é por meio de informações com qualidade e
ética que poderemos mudar as atitudes e comportamentos,
bem como transformar a sociedade. Esta, atualmente comunista e
hedonista, fascinada pela comunicação e incapaz
de optar entre o necessário e supérfluo, está
estimulada, sem raciocínio crítico, a adquirir e
consumir tudo que se lhe apresente como idéia de felicidade.
Conceitos que realmente devem ser revistos.
Daniel,
em sua pesquisa, questiona a felicidade do ser humano interligada
à mídia e aos meios de comunicação.
Ressalta que jamais podemos ser felizes sozinhos, pois somos co-participantes
da felicidade ou infelicidade do mundo que nos rodeia. Desta forma,
a pesquisadora destaca o fato da mídia manipular a felicidade
e desejos imediatos do ser humano; porém, pouco trabalha
as esperanças mais profundas, talvez por esta questão
demandar de questionamentos mais profundos em relação
aos nossos valores encontrados em cada estilo de vida do indivíduo.
A autora enfatiza, diante do cenário descrito em relação
aos verdadeiros deveres da mídia que, "talvez a mídia
possa voltar a lembrá-los de suas próprias máximas:
prevenir, curar às vezes, aliviar sempre... ".
Verifica-se
nos textos classificados nesta categoria, que a interligação
entre comunicação, ética e saúde está
intrínseca na questão da coletividade, da informação
veiculada pela mídia e da unificação de profissionais,
ou seja, colocam-se em evidência o avanço da tecnologia
e a interligação dos profissionais, destacando-se
a importância em transmitir informações com
responsabilidade entre os mais variados profissionais, como forma
de informação e educação, fator este
que requer cuidados especiais, uma vez que, é primordial
educar como forma de prevenção, na esperança
de que exista uma mudança de comportamento diante da situação
da qual se trata.
Sá, em seu artigo, propõe a unificação
dos profissionais para a obtenção de resultados
satisfatórios e eficazes na comunicação em
saúde. De maneira pouco diferenciada, Daniel enfatiza o
fato da mídia manipular com a felicidade nossos desejos,
deixando de trabalhar nossas esperanças, uma vez que a
felicidade depende do mundo que nos rodeia.
Observa-se,
assim, que a importância da unificação não
deve ser somente por parte dos profissionais da área da
saúde mas sim, do ser humano em geral, ou seja, de toda
uma sociedade participativa e ativa diante deste assunto que tanto
requer considerações e soluções para
uma comunicação verdadeiramente promissora.
TABELA
- 5: Indicações para Pesquisas em Comunicação
e Saúde
| FONTE |
AUTOR |
DATA |
TÍTULO |
| Texto apresentado no VI Congresso de Comunicação
e Saúde |
Conceição A. Sanches |
09/2003 |
Indicações para Pesquisas em Comunicação
e Saúde |
No
artigo apresentado por Sanches, pode-se perceber que o objeto
de estudo é a indicação de pesquisas em comunicação
para a saúde. A autora fornece um parâmetro histórico
sobre a comunicação para a saúde e indica
fontes de pesquisa, contribuindo assim com pessoas que tenham
interesse por esta temática.
Desta
forma, a autora aborda alguns conceitos importantes da comunicação
na área da saúde:
Os
primeiros indícios da construção de um conceito
de Comunicação e Saúde remontam ao século
XIX, entre 1820 e 1840, quando os médicos Willian Alison,
escocês, e Louis René Vilermé, francês,
estabeleceram as relações causais entre doença
e condições sócio-econômico e culturais
da população. Em 1848, na Alemanha, devido ao clima
de conturbação política na Europa, forja-se
um movimento de reforma da medicina que defende que a saúde
do povo é da responsabilidade de toda a sociedade, e não
somente da medicina. Poe isso, ao menos teoricamente, é
dever do Estado assegurá-la ( SANCHES, Conceição
A .)
A
pesquisadora ressalta, também, que "a importância
da comunicação para a saúde se manifesta
no impacto que as informações a respeito de hábitos
saudáveis, prevenção e cura de doenças
têm sobre o cotidiano das pessoas".
Contudo, seu artigo colabora e evidencia a importância da
pesquisa nesta temática, assunto este que atualmente requer
muita ênfase diante do atual contexto histórico em
que vivemos.
Comunicação em saúde é um dos fatores
de maior relevância em uma sociedade, quando bem trabalhados
os resultados apresentam expectativas de avanço e satisfação
em geral. Não tem sido o caso do nosso país, onde
as informações transmitidas sobre saúde,
principalmente referindo-se à saúde pública,
deixa a desejar em relação à transparência,
educação e, principalmente, prevenção.
É
necessário estabelecer um parâmetro sobre a comunicação
em geral, sua historicidade e sua utilização. A
autora faz referência sobre o profissional de comunicação
atuar na subárea da saúde. Pode-se dizer que comunicação
e informação em saúde constitui-se um passo
decisivo na busca de transformações sociais. E é
realizando estudos e pesquisas juntamente com suas expectativas
e divulgações, que conseguiremos ter aprofundamento
nessa questão tão esquecida pela nossa sociedade.
TABELA
- 6: Promoção da Saúde
| FONTE |
AUTOR |
DATA |
TÍTULO |
| Site www.hygeia.fsp.usp.br |
Miranda Suzete de Oliveira Rosa |
Acesso em 15/10/2003 |
Aprendendo a Educar em Saúde: desafios na formação
de agentes de mudança |
| www.comtexto.com.br |
Wilson da Costa Bueno |
Acesso em 15/10/2003 |
Comunicação para a Saúde: uma rewisão
crítica |
No que se refere aos desafios da educação para saúde,
Rosa assim se manifesta:
Faz-se
necessário repensar o agir educativo quando desejamos modificar
hábitos pois, é preciso experienciar novas formas
para se acreditar ser possível transformar nossas crenças,
conhecimentos e valores éticos. Construir um espaço
de reflexão-ação com protagonistas do processo
de educação e saúde, quer sejam futuros professores
ou profissionais de saúde, para vivenciar metodologia e
novos conceitos tem sido o objetivo precípuo das oficinas
de educação em saúde que venho desenvolvendo
nas disciplinas da pedagogia, da enfermagem e de diversas licenciaturas.
(ROSA, Miranda Suzete de Oliveira. Universidade federal do Rio
Grande do Sul)
Já
para Bueno:
A
experiência brasileira de comunicação para
a saúde, apoiada na ação dos meios de comunicação
de massa, esbarra ainda em alguns vícios e preconceitos.
A mídia tem transformado o universo da doença (e
a sua cura) em um grande espetáculo, movido por lances
mágicos ou sensacionais, onde prevalecem o mito da técnica
onipotente, a ideologia da novidade e o conflito maniqueísta
do bem contra o mal. ( BUENO, Wilson da Costa).
De
acordo com o autor, pode-se verificar que as abordagens e críticas
referentes à comunicação para a saúde,
em nosso país, são realizadas de forma profundas
e pertinentes ao assunto. Segundo o autor, é fundamental
a conjugação de duas realidades, ou seja, a prática
da medicina e a do processo de divulgação. Faz também
referências a respeito das formas e da qualidades das informações
que são veiculadas.
Estas
duas possibilidades encerram gargalos e distorções,
exatamente porque estão umbilicalmente vinculadas a fatores
que lhes fogem do controle: a proposta editorial dos veículos,
a atuação corporativa da chamada ordem médica,
a ingenuidade e o despreparo de jornalistas e comunicadores em
geral, a omissão dos governantes e o lobby da indústria
da saúde. (BUENO, Wilson da Costa)
O
autor cita como exemplo a campanha do "Bráulio",
que foi descontinuada tendo em vista o recuo do governo. Isso
se configura como um exemplo gritante do amadorismo que cerca
o planejamento de campanhas. O erro em sua veracidade está
em imaginar que deverão atender mensagens o alvo de massa,
podendo produzir alterações profundas de comportamento.
Diante do cenário descrito pelo autor, pode-se definir
a prática brasileira de comunicação para
a saúde tomando-se por base de uma série de parâmetros,
como a descontextualização, a centralização
do foco na doença, a visão preconceituosa das terapias
e medicinas alternativas, a ideologia da tecnificação,
a legitimação do discurso da competência e
a espetacularização da cobertura na área
médica, entre outros.Nos textos classificados nesta categoria,
pode-se verificar o conceito sobre a comunicação
em saúde como fonte de educação. Rosa destaca
a necessidade da promoção da saúde como forma
de educação para todos em geral. Bueno complementa
afirmando que a comunicação para a saúde
apóia-se na ação dos meios de comunicação
massiva, concluindo assim que, saúde para a sociedade é
resultado da educação, bem como as estratégias
utilizadas como forma de abordagem para o assunto são resultados
da eficácia existente no processo de promoção
para a saúde.Vale ressaltar a questão da ética
sobre a informação a ser veiculada, uma vez que
nem tudo vem sendo transmitido à sociedade, referindo-se
à omissão de informações como fonte
de agentes transformadores de uma sociedade.
TABELA
- 7: Publicidade e Saúde
| FONTE |
AUTOR |
DATA |
TÍTULO |
| * Mídia e Saúde |
Lana Cristina Nascimento Santos |
2001 |
A Publicidade e a Saúde - Análise de anúncios
publicitários |
O
artigo de Santos destaca aspectos da publicidade ligada à
saúde, ou seja, devido à propaganda, com o passar
dos tempos, ter se transformado em um poderoso meio de difusão
de hábitos de consumo, não só de produtos
e serviços mas também conceitos e idéias.
Verifica-se o uso da linguagem da saúde para melhor persuadir
o consumidor, obtendo ou não o resultado prometido e, em
muitos casos, podendo levar o consumidor à ilusão
de um tratamento de saúde , caso venha a consumir o produto
no anúncio publicitário.
O
que nos causa preocupação é: até onde
estes anúncios têm ou não veracidade de causa
e efeito? Percebe-se que o ser humano, na maioria das vezes, busca
soluções e não prevenção, devido
a sua própria cultura, fator este que gera polêmica
e reflexão a respeito da problemática. Portanto,
não seria mais adequado uma fiscalização
dos anúncios publicitários e a reformulação
de anúncios sobre saúde em nosso País?
TABELA
- 8: Saúde e Mídia
| FONTE |
AUTOR |
DATA |
TÍTULO |
| * Mídia e Saúde |
Wilson da Costa Bueno |
2001 |
A cobertura de saúde na mídia brasileira:
os sintomas de uma doença anunciada |
Bueno,
em seu estudo, faz uma análise das ações
e estratégias de comunicação focadas na saúde
em nosso país. Evidencia alguns equívocos e distorções
que precisam ser corrigidos, pois isso acaba por penalizar, sobretudo,
o usuário da informação.
Outro
aspecto interessante apresentado pelo autor é o de que,
para recuperar o paciente, em primeiro lugar, é necessário
tornar o ambiente asséptico, livre de contaminações,
num amplo e saudável processo de prevenção.
E, para isso, é necessário que o vírus da
informação desqualificada ou comprometida comece
a passar por processos de inovação, estabelecendo
um fluxo ágil e permanente de informação
qualificada.
Segundo
o autor, verifica-se que:
Estudiosos da comunicação e da saúde
têm comprovado, ao longo do tempo, a importância da
educação/comunicação para a saúde
e acumulação do argumentos irrefutáveis em
favor da implementação de canais que propiciem aos
cidadãos informações precisas, ética
e socialmente responsáveis. Os exemplos são inúmeros
e absolutamente contundentes. Eles confirmam a tese de que o investimento
em educação para a saúde representa um vetor
importante na prevenção de doenças e na definição
de políticas públicas que atendam aos segmentos
menos favorecidos da população.A comunicação
em saúde deve ser vista, pelo menos é a perspectiva
deste trabalho, como uma modalidade singular da divulgação
científica, certamente a mais importante, se levarmos em
conta o espaço e tempo a ela dedicados pelos meios de comunicação
de massa. (BUENO, Wilson da Costa, 2001, p.672).
Analisando
esta questão pode-se observar que, embora a necessidade
de renovação e reformulação na comunicação
em saúde serem quesitos fundamentais em nosso país,
vale ressaltar a questão da implementação
de estratégias e planejamentos qualificados para uma comunicação
em saúde, principalmente em saúde pública,
onde se faz o uso da comunicação massiva. Atualmente,
os índices e divulgações do próprio
Ministério da Saúde sobre as doenças em geral,
estão em evidência.
O
que falta à população é motivação,
estudo, reconhecimento de causa por parte do governo, condições
que proporcionem esperança de poder e querer mudar esta
situação.
Considerações
finais
Na
análise realizada sobre Comunicação em Saúde,
pode-se estabelecer reflexões a respeito dos aspectos imprescindíveis
e desejados para a promoção da saúde em nosso
país.
Contudo,
verifica-se a importância da comunicação como
base de uma ação transformadora do contexto atual,
bem como ressalta-se que esse processo, em suas mais diversas
vertentes, é a forma mais adequada de esclarecer, informar,
prevenir e educar o cidadão.
Pode-se
observar que a saúde, especificamente no nosso país,
apresenta índices insatisfatórios, seja na saúde
pública, na falta de estratégias adequadas de comunicação,
falta de informação, na escassez de estratégias
de abordagem sobre o assunto e na promoção da saúde
em geral.Desta forma, espera-se que ações de comunicação
sejam desenvolvidas para que haja uma mudança no atual
contexto em que vivemos.
Vale
ressaltar, no que concerne à saúde, que as organizações
que controlam esse processo, em especial, o primeiro setor, são
organizações públicas, regulamentadas pela
política de Ação Social do Governo, que se
desenvolve diante dos recursos assegurados e financiados pela
população. No que concerne ao segundo setor, este
caracteriza-se pelas organizações privadas que visam
à lucratividade e, por fim, o terceiro setor, composto
pelas organizações sem fins lucrativos, as chamadas
Ongs e instituições, que são criadas por
cidadãos com o objetivo de prestar serviços públicos,
comunitários e sociais em várias áreas, como:
saúde, educação,meio ambiente, habitação,
entre outros mais.
O Brasil não tem a cultura de prevenir/educar seus cidadãos
para uma vida com qualidade contínua, o que vem reforçar
a idéia da inexistência de planos e estratégias
de comunicação como fonte de soluções
para problemas ainda existentes.
Nesta
pesquisa, pôde-se verificar em vários artigos, a
ineficiência das publicidades, das mídias e da tecnologia
como fonte de informação, bem como o descaso da
saúde pública para com o cidadão, um dos
maiores problemas nacionais, cuja solução não
depende somente da comunicação mas, sim, do interesse
político e dos detentores do poder para resolvê-la.
Outro
aspecto de grande importância é a questão
da tecnologia estar ligada à comunicação,
oferecendo inovação, criatividade e agilidade. Vale
ressaltar a possibilidade de uma comunicação ruidosa
diante das tecnologias de ponta , uma vez que é fundamental
em planos de comunicação levar em consideração
os pontos positivos e negativos desse processo, bem como o repertório,
possibilidades e limitações do receptor.
Também
é importante destacar a necessidade de se direcionar esforços
para um plano de comunicação adequado em saúde,
tendo como objetivo principal, a prevenção, educação
e informação sobre direitos e deveres que dizem
respeito ao cidadão, fonte participativa e ativa de uma
sociedade democrata.
Já em relação aos profissionais, é
fundamental destacar que, de nada adianta os profissionais de
comunicação direcionarem esforços e desenvolver
ações de comunicação se não
houver a unificação dos profissionais da saúde
com os mesmos, bem como o poder político liberar condições
para a execução destas ações.
Já
no que diz respeito especificamente ao profissional de Relações
Públicas que, antes de tudo, exerce a função
de um comunicador, verifica-se que este procura ser um canal de
comunicação entre a organização e
seus diferentes públicos, buscando sempre atingir o interesse
comum, ou seja, relaciona esse processo às forças
de comunicação que podem mover a opinião
pública de forma positiva, bem como contribuir para o bem
social.
No
desenvolvimento de suas funções podemos destacar
as ações de Relações Públicas
que contribuem muito para a formação do cidadão
e públicos interligando interesses e necessidades das organizações,
sejam elas de primeiro, segundo ou terceiro setor, bem como contribui
para uma sociedade mais promissora.
Desta
forma, o exercício das Relações Públicas
requer ações planejadas, investigação,
diagnóstico e avaliação, procurando de forma
sistematizada e estruturada elevar o nível de conhecimento,
entendimento e educação nesta questão estudada,
podendo assim criar as condições para a promoção
da saúde, estabelecendo o interesse comum perante a sociedade.
Referências
Livros
MELO José Marques, [ et
al.], organizador. MÍDIA E SAÚDE. Universidade metodista
de São Paulo. 2001, 843 p.
PITTA, Áurea M. da Rocha.
SAÚDE & COMUNICAÇÃO - visibilidades e
silêncios. Editora Hucitec Abrasco. São Paulo, 1995,
293 p.
Artigos
BUENO, Wilson da Costa. A Cobertura
de Saúde na Mídia Brasileira: os sintomas de uma
doença anunciada.III COMSAÚDE - Comunicação
e promoção da Saúde. Adamantina, São
Paulo, 2000, 671 p..
CARDOSO, Janine Miranda. Comunicação,
Saúde e Cidadania: Desafios colocados pela Implantação
do Sistema Único de Saúde. III COMSAÚDE -
Comunicação e promoção da Saúde.
Adamantina, São Paulo, 2000, 5611 p.
CARVALHO, Gilson. Comunicação
e Saúde Pública. II COMSAÚDE - Comunicação
e Saúde Comunitária. Adamantina, São Paulo.
1999, 213 p.
CARVALHO, A. D. ; KOSE, L. M. AIDS:
ainda dá tempo de se prevenir.III COMSAÚDE - Comunicação
e promoção da Saúde. Adamantina, São
Paulo, 2000, 603 p.
DANIEL,Vanda de Deus. A Ética
na Comunicação da Saúde: o que comunicar
e o que não comunicar. III COMSAÚDE - Comunicação
e promoção da Saúde. Adamantina, São
Paulo, 2000, 369 p.
DIAS, Reinaldo Brito. Comunicação
e Saúde: Aspectos Éticos e Legais - Pesquisa. III
COMSAÚDE - Comunicação e promoção
da Saúde. Adamantina, São Paulo, 2000, 389 p.
JÚNIOR, Ademir Pereira.
Comunicação e Saúde: Análise de alguns
Programas de Excelência. II COMSAÚDE - Comunicação
e Saúde Comunitária. Adamantina, São Paulo.
1999, 233 p.
JÚNIOR, Ademir Pereira.Comunicação
em Saúde Pública: uma análise sobre alguns
casos bem Sucedidos. III COMSAÚDE - Comunicação
e promoção da Saúde. Adamantina, São
Paulo, 2000, 435 p.
LOGULO, Patrícia. Comunicação
na Eficácia das Intervenções em Saúde.
II COMSAÚDE - Comunicação e Saúde
Comunitária. Adamantina, São Paulo. 1999, 193 p.
SÁ, José de. Ética,
Informação e Saúde. II COMSAÚDE -
Comunicação e Saúde Comunitária. Adamantina,
São Paulo. 1999, 307 p.
SANCHES, Conceição
A. Indicações para Pesquisas em Comunicação
e Saúde. Texto apresentado no VI Congresso de Comunicação
e Saúde. 09/2003.
SANTOS, Lana Cristina Nascimento.
A Publicidade e a Saúde - Análise de anúncios
Publicitários. III COMSAÚDE - Comunicação
e promoção da Saúde. Adamantina, São
Paulo, 2000, 723 p.
Documentos
eletrônicos
BUENO, Wilson da Costa. www.comtexto.com.br
. Comunicação para Saúde: uma revisão
crítica. 2001. Acesso em 15 de out.2003.
MARINI, Eduardo e VILLAMÉA.
www.terra.com.br/istoe/ . Inimigo oculto. Revista ISTOÉ,
edição 1775. 01/10/2003. Acesso em 05 de out. 2003.
ROSA, Miranda Suzete de Oliveira.
www.hygeia.fsp.usp.br. Aprendendo a Educar em Saúde: Desafios
na formação de agentes de mudança. Acesso
em 15 de out. 2003
---------------------------------------------------------------------------------
Janaina Rodrigues Pacheco
Relações Públicas, formada pela Universidade
do Sagrado Coração - USC/Bauru.
---------------------------------------------------------------------------------
|