Volume 2
Número 2

20 de julho de 2005
 
 * Edição atual    

          Comunicação em Saúde: uma necessidade atual

Janaina Rodrigues Pacheco*

          Resumo

           Este artigo apresenta um estudo desenvolvido através de pesquisa bibliográfica. Pesquisou-se em obra específica da área, resultado de reflexões de pesquisadores, e efetuou-se também a busca de artigos científicos e documentos eletrônicos que abordam a temática objeto de estudo.

          Introdução

          Tecer relações sobre os campos da saúde e da comunicação nos obriga a perguntar, inicialmente, se existe uma comunicação "em saúde" como objeto único de reflexão de prática, ou se estamos diante de uma série de questões conceituais, metodológicas e operacionais apresentadas pela saúde e que vêm demandando contribuições de novos modelos teóricos, metodologias e práticas em comunicação.(PITTA, SAÚDE E COMUNICAÇÃO - visibilidades e silêncios, 1995).

          Atualmente, as necessidades de uma comunicação qualificada e bem planejada estrategicamente em saúde vêm reunindo estudiosos, pesquisadores e profissionais de várias áreas, para a discussão e análise do contexto atual de nosso país, em busca de uma solução para a situação existente. Entretanto, pouco está sendo feito para as mudanças necessárias em relação a essa temática, devido a vários fatores.

          Comunicação em saúde se faz necessária diante de índices, divulgações e pesquisas que apontam para uma saúde sem educação e prevenção eficazes. Por isso, o interesse e a escolha deste tema como fonte de estudo, uma vez que, após a realização de pesquisas qualitativa e quantitativa nos anos de 2002 e 2003, foi possível verificar ineficiência em relação às campanhas institucionais, somado a números alarmantes de jovens infectados pelo vírus da AIDS. Esses índices nos levam a uma reflexão sobre a eficácia da produção de informações em saúde, bem como da metodologia utilizada nos processos de comunicação.

           Tendo este contexto como norteador, elaborou-se este artigo, visando apresentar e analisar esta temática em várias vertentes, bem como destacar pontos importantes e necessários para a promoção da saúde.

          Para melhor compreensão do atual estudo desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa, de caráter documental, reunindo 15 artigos científicos sobre o assunto.

          Selecionaram-se documentos eletrônicos e realizou-se a leitura do livro SAÚDE & COMUNICAÇÃO "Visibilidades e Silêncios", de Áurea M. da Rocha Pitta (1995), que reúne uma coletânea de textos em saúde e comunicação, resultado de debates e estudos estruturados a partir dos anos 80.

          Desenvolvimento

           Diante da preocupação dos visíveis problemas apresentados pela sociedade, o interesse pelo tema ganhou maior visibilidade através de textos, artigos, movimentos institucionais e relatórios finais das VIII e IX Conferências Nacionais de Saúde.

          Para melhor entendimento e análise mais profunda do material e de cada abordagem, foi necessária a criação de categorias de acordo com o enfoque dado pelos autores ao assunto estudado. Desta maneira , apresenta-se a seguir, no quadro 1, a categorização do material selecionado.

          Para o processo de criação de categorias, levou-se em conta o contexto, enfoque e direcionamento apresentados pelos autores.

          QUADRO - 1: Categorização dos textos pesquisados

Discriminação das Categorias FA% FR%
Comunicação e Eficácia em Saúde 3 20,0
Comunicação e Saúde Pública 2 13,3
Contexto Atual da Aids 2 13,3
Ética, Informação e Saúde 3 20,0
Indicações para Pesquisa em Comunicação e Saúde 1 6,70
Promoção da Saúde 2 13,3
Publicidade e Saúde 1 6,70
Saúde e Mídia 1 6,70
TOTAL 15 100

           Diante do material selecionado, optou-se por apresentá-lo em tabelas especificas, acompanhadas dos comentários pertinentes.

          Na seqüência, demonstram-se as tabelas devidamente identificadas:

          TABELA - 1: Comunicação e Eficácia em Saúde

FONTE AUTOR DATA TÍTULO
* Mídia e Saúde Ademir Pereira Júnior 2001 Comunicação e Saúde: Análise de alguns Programas de Excelência
* Mídia e Saúde Janine Miranda Cardoso 2001 Comunicação, Saúde e Cidadania: Desafios colocados pela Implantação do Sistema Único de Saúde
* Mídia e Saúde Patrícia Logulo 2001 Comunicação na Eficácia das Intervenções em Saúde

          *Os textos apresentados em tabelas foram retirados/extraídos do livro Mídia e Saúde (2001), organizados por José Marques de Melo, Isaac Epstein, Conceição Sanches e Sérgio Barbosa. O livro é resultado de uma coletânea de textos, pesquisas, estudos e artigos apresentados na I,II,III e IV Conferência Brasileira de Comunicação e Saúde - COMSAÚDE

          O estudo desenvolvido por Pereira Júnior destaca o estado da saúde divulgado pela (ONU), Organização das Nações Unidas. Revela que a situação nos países subdesenvolvidos se torna cada dia mais crítica, apesar dos avanços da medicina. De acordo com o autor,verifica-se que "no Brasil, de 1980 a 1990, 47% da população viviam na pobreza total. Ou seja, são aproximadamente 72,4 milhões de pessoas pobres, o que representa 5,6% do total de pobres do mundo inteiro".

          O estudioso salienta no seu estudo pontos interessantes para reflexão: apesar de todos os problemas na área da saúde em nosso país, ainda existem algumas iniciativas que acabam por dar certo, como por exemplo, Programa Viva Criança, no Ceará, Pastoral da Criança e Programa Nascer, em Curitiba. Esses programas, segundo o pesquisador, são bem sucedidos não apenas pelos índices alcançados, mas pela forma de condução e desenvolvimento destes trabalhos, e mostram que, hoje em dia, existe uma lanterna no fim do túnel. Também ressalta que outra característica destes programas é a boa relação entre as áreas de saúde e comunicação.

          Já Cardoso apresenta uma visão panorâmica dos debates em curso no setor de saúde, nos últimos quinze anos.

          Desta forma a autora ressalta a necessidade de buscar e destacar,

          "...as possibilidades abertas por dois fundamentos da proposta de Reforma Sanitária - o conceito ampliado de saúde e a descentralização política e gerencial de serviços e ações, com participação de diferentes segmentos e forças sociais - assim como algumas repercussões nas práticas e demandas relacionadas às políticas de comunicação".

           Pode-se verificar que o texto apresenta inúmeras interrogações sobre a temática.

           Segundo a autora :

          A motivação e objetivo central deste artigo é apresentar aos colegas e demais grupos de pesquisa reunidos nesta III Conferência Brasileira de Comunicação e Saúde, tentativas de articulação prática e teórica, que vêm se constituindo no movimento mesmo de construção do Sistema Único de Saúde (SUS) e de efetivação da proposta mais ampla de Reforma Sanitária.È importante destacar duas características relevantes desse trabalho, das quais emerge grande parte de temas ... uma inserção no cotidiano político institucional do setor saúde - participando da formulação, implementação e avaliação de políticas e estratégias de comunicação- e a face reflexiva deste trabalho, busca articulação com diversas áreas do conhecimento, num esforço de inovação teórica-metodológica que permite melhorar compreensão das relações entre modelos de saúde e os de comunicação, no contexto mais amplo das novas (e"velhas") formas de relação entre governo e sociedade, no Brasil. (CARDOSO, Janine Miranda, 2001,p.562).

          Desta forma, a pesquisadora entra em detalhes sob forma de tópicos em várias vertentes, como comunicação, acesso à informação, mídia e desafios e apostas.

          No artigo de Logulo, destaca-se a cobertura vacinal, ressaltando como ponto de partida que, quando não é feita essa cobertura, o processo de participação da população requer vontade ou aceitação por parte dos indivíduos. De acordo com a autora e, segundo Manciaux, trata-se de "prevenção primária passiva aceita e,às vezes, procurada",ou seja, a criança tende a ser levada ao posto de saúde pelo responsável, o que deixa claro que é necessária a adesão ao ato de vacinar. E por depender desta adesão dos pais ou responsáveis, verifica-se que no Brasil e no Estado de S.P existem bloqueios ao cumprimento desse processo.

          A autora, em seu posicionamento, apresenta as seguintes hipóteses:

          Em suma, os indivíduos sabem o que fazer, mas não fazem.Fica claro que é necessário elaborar uma maneira de promover, efetivamente, uma mudança de comportamento, além da simples (e de qualidade) divulgação de informação. . Aprimorar a persuasão envolve técnicas apuradas de comunicação. Neste sentido, a comunicação em saúde pública deve ser um ato planejado, não apenas realizado sob a demanda de informação e a mensagem propriamente dita. Veículo é meio ou canal utilizado para informar os indivíduos, por exemplo: a imprensa escrita, o jornal, materiais impressos, cartas,telefones ...(LOGULO, 2001, p.194).

           Outras abordagens interessantes ressaltam pontos importantes para uma mudança nesta questão. A autora evidencia que considerar a promoção e a adesão, requer uma atitude voluntária do usuário do sistema de saúde e também a necessidade de persuadir sobre a importância do fato.

          A autora enfatiza, também, que a questão da comunicação depende da eficácia dos meios de comunicação em relação aos resultados satisfatórios, pois na área da saúde, tratando-se de qualquer doença, a comunicação é uma vertente primordial.

          Verifica-se que os textos contêm pontos totalmente convergentes a respeito das premissas em Comunicação em Saúde, o que nos leva a uma reflexão sobre os programas de saúde que obtêm resultados positivos devido às estratégias e ações bem elaboradas. Sobre isso, Logulo e Pereira, em suas pesquisas, destacam a necessidade da eficácia nas abordagens sobre o assunto, uma vez que depende muito da adesão do indivíduo para que o fato ou ação se concretize de forma eficaz. Da mesma forma, Cardoso evidencia a necessidade de inovações na reforma sanitária, e destaca o posicionamento de Maria Helena Weber. Segundo a autora, a informação é atualmente o principal indicador de poder das organizações em geral, uma vez que imagem, conceito e entendimento positivos são resultados de processos, sistemas e planos de comunicação eficazmente trabalhados.

          TABELA - 2: Comunicação e Saúde Pública

FONTE AUTOR DATA TÍTULO
* Mídia e Saúde Ademir Pereira Júnior 03/10/2003 Comunicação em Saúde Pública: uma análise sobre alguns casos bem Sucedidos
* Mídia e Saúde Gilson Carvalho 2001 Comunicação e Saúde Pública

           Pereira Júnior, em seu texto, apresenta uma história interessante para contextualizar a temática, ou seja, estabelecer um parâmetro entre cura e prevenção.

          A história fabulosa dos deuses e semideuses da Grécia Antiga, segundo Landmann(1982,p.17), é uma fonte permanente de informações para quem se preocupa com fatos humanos. Nela, Esculápio, o deus da medicina, teve duas filhas: Panacea, a deusa da cura ou da assistência médica, e Hygea, a deusa da higiene ou da medicina preventiva. Como todo pai, acreditava que ambas fossem realizar um trabalho de cooperação e não de disputa. Mas a competição prevaleceu, pois, caso Hygea obtivesse sucesso completo, Panacea ficaria desempregada; e se Panacea fosse a preferida da opinião pública, do governo e da classe médica, quem ouviria os vulgares conselhos de Hygea? Analisando o poder atual de Panacea, ou seja, seu prestígio, podemos inferir que foi ela quem ganhou esta disputa. O que não sabemos, pois tudo indica não existir registro, é até onde a comunicação colaborou para que isso acontecesse. Observando a tendência atual, consideramos que ela, por intermédio de seus diversos meios, está limitando-se a dar ênfase a um marketing de assistência médica ao consumidor, quando o que se quer é reviver a Hygea. (JÚNIOR, Ademir Pereira, 2001,p.435.)

          Diante do posicionamento do autor, pode-se perceber que, ao ilustrar seu texto com a história dos deuses da Grécia Antiga, segundo ele, é necessário que os meios de comunicação levem ao cidadão informações sobre ações concretas que demonstrem as diversas práticas de promover a saúde.

          A comunicação, de acordo com o autor, precisa ser valorizada no programa de saúde pública e deixa de ser um adjetivo para se tornar um subjetivo, recebendo o mesmo tratamento que os demais setores componentes da estrutura de um programa de saúde.No seu estudo o pesquisador faz referências importantes sobre nosso país: " no Brasil, constata-se que a prevenção em saúde foi relegada a um segundo, terceiro e , possivelmente quarto planos, remetendo as já insuficientes verbas das Secretarias Municipais, Estaduais e do Ministério da saúde à medicina assistencial".

           O foco principal do texto de Carvalho refere-se à questão de "deixarmos de ser individuais e trabalharmos por uma visão conjunta, união, comunidade e coletividade", pois assim poderemos alcançar uma visão ampla dentro da saúde pública. Faz também referências sobre a relação da pobreza com a doença, juntamente com a falta de informação. De acordo com o autor e, segundo Betinho, "cidadão é aquele que tem consciência de deveres e direitos e participa ativamente da sociedade".

          Outro aspecto interessante em seu artigo é a abordagem sobre educação, na qual relata que "O direito é consciência do dever. Ou o cidadão é informado ou é manipulado. Precisamos ser informados, pois é essencial. Temos que fazer a desmonopolização do saber".

           Ao analisar os textos percebe-se que os dois autores possuem ligações convergentes no que diz respeito à necessidade de uma comunicação positiva para a saúde, uma vez que é enfatizado por Pereira Júnior, a questão do programa de saúde pública deixar de ser um adjetivo para se tornar um subjetivo, recebendo o mesmo tratamento que os demais setores componentes da estrutura de um programa de saúde. Carvalho destaca a questão da visão conjunta, união, comunidade e coletividade, uma das principais funções que a saúde pública deve possuir, pois assim o cidadão será informado e não manipulado diante do saber. No atual contexto em que vivemos, somos obrigados a conviver simultaneamente com superinformação, subinformação e pseudo-informação, daí a necessidade, importância e cuidado no tratamento das informações que nos são transmitidas. Isso retrata bem a importância sobre a informação ser bem estruturada e analisada diante do repertório do cidadão.

           TABELA - 3: Contexto atual da AIDS

FONTE AUTOR DATA TÍTULO
*Mídia e Saúde

Aline Diniz de Carvalho
Lucila Massyo Kose

2001 Aids: ainda dá tempo de se prevenir
Revista ISTOÉ, edição 1775 Eduardo Marini
Luiza Villaméa
01/10/2003 Inimigo Oculto

          Segundo Carvalho e Kose, a idéia principal da pesquisa em forma de um vídeo documentário é trabalhar a prevenção direcionada aos adolescentes, uma vez que, divulgações feitas pelo Ministério da Saúde apontam grandes índices de infectados nesta faixa etária.

          Para a realização desta pesquisa foram utilizadas várias formas de linguagem, ou seja, utilização de vídeo-clips, dramatização, entrevistas clássicas e o grupo focal.

          Os autores ressaltam também que, através de questionários aplicados em escolas, obtiveram resultados que merecem destaque: "... os estudantes não conseguiram assimilar que a doença está mais perto do que imaginam. Além de alguns adolescentes desinformados, um número considerável não acredita que pode pegar a doença".

          Pode-se verificar que os autores procuraram a todo instante elaborar um vídeo criativo e chamativo, que não cansasse o telespectador. Pelos relatos, percebe-se que os jovens tiveram interesse pelo vídeo e fizeram muitas perguntas. Isto vem mostrar a importância da comunicação ser bem trabalhada e planejada,resultando assim um trabalho eficaz.

          É importante também fazer referência ao artigo veiculado na revista ISTO É do dia 01/10/2003, edição 1775, de autoria de Marini e Villaméa. A abordagem do artigo está direcionada ao seguinte: 400 mil brasileiros são portadores do HIV e não sabem. Revela também que o Brasil abriga 600 mil pessoas entre doentes em tratamento e portadores sem sintomas da doença. Apesar do país possuir programas baseados em ações gratuitas de prevenção, a dificuldade maior está em não conseguir zerar ou pelo menos amenizar uma espantosa dívida social na área: a de que dos 600 mil infectados, 400 mil entre 15 e 49 anos, não sabem do problema, o que leva os especialistas a uma grande preocupação.

          Na tentativa de aliviar o problema, técnicos do programa nacional de combate à AIDS no país, ongs, especialistas em saúde pública e comunicadores prometem lançar nos mais importantes meios de comunicação uma grande campanha para convencer as pessoas da necessidade de se fazer o teste.

          Este programa ou campanha teve início em 13 de outubro e tem o nome de "Fique sabendo". Pretende-se com esta ação levar as pessoas a fazerem o exame, pois segundo os autores "É preciso criar condições para essas pessoas procurarem o teste".

          Percebe-se nos textos classificados nesta categoria uma delicada questão a respeito da AIDS: ambas as informações relatam o atual contexto da doença e as necessidades de prevenção no Brasil. O artigo de Carvalho e Kose apresenta uma pesquisa realizada com jovens e a necessidade de prevenção dos mesmos, diante dos resultados obtidos.

          Já o texto de Marini e Villaméa aborda a situação do Brasil diante da problemática da doença, uma vez que mais de 400 mil pessoas são portadoras do vírus HIV; porém, não têm conhecimento deste fato. Isso nos leva a refletir sobre a necessidade de ações transformadoras para reverter este quadro, bem como a reformulação das informações transmitidas à sociedade, pois, a informação existe mas é óbvio que não vem provocando ressonância. Caso contrário, não estaríamos fazendo apelo à sociedade.

          Vale ressaltar que a AIDS é uma doença sem cura, como a diabete, porém, a sociedade persiste em acreditar que essa doença é "somente a doença do outro". É preciso mudar este comportamento por meio de informações qualificadas, planejamentos e estratégias eficazes de prevenção e educação, traçar metas e ações eficazes. Não precisamos e nem queremos fazer parte deste cenário calamitoso onde os fatos são reais e precisam ser divulgados como tais.

          TABELA - 4: Ética, Informação e Saúde

FONTE AUTOR DATA TÍTULO
*Mídia e Saúde José de Sá 2001 Ética, Informação e Saúde
* Mídia e Saúde Reinaldo Brito Dias 2001 Comunicação e Saúde: Aspectos Éticos e Legais - Pesquisa
* Mídia e Saúde Vanda de Deus Daniel 2001 A Ética na Comunicação da Saúde: o que comunicar e o que não comunicar

          Sá, em seu artigo, refere-se à ética, informação e saúde , com o objetivo de ressaltar a importância da temática para a sociedade e especialmente para o ambiente universitário.

           Destaca-se, nesse sentido, o seguinte posicionamento do autor diante da unificação entre profissões:

          Não se pode conceber a saúde como algo isolado de outras áreas do saber. Isto pressupõe uma atuação multidisciplinar: saber trabalhar em conjunto com profissionais das áreas de medicina, enfermagem,odontologia, pedagogia, assistência social, direito e comunicação. Sem vaidades (estrelismos), sem arrogância... enfim, revela-se um desafio no sentido de trabalhar em equipe, (re)aprender o que o outro profissional tem a nos ensinar, a fim de conseguir atingir o mesmo objetivo: educação para a saúde.(SÁ, José de, 2001, p.307).

          Mediante suas colocações, pode-se perceber que o autor, a todo momento, faz vinculações das profissões da área da saúde com ética e informação, demonstrando assim, que um dos maiores problemas destes profissionais é acreditar que podem resolver tudo isoladamente, esquecendo-se que a participação da sociedade é fundamental. Com isso, é preciso trabalhar a comunicação de forma eficaz uma vez que, dificuldades com a comunicação, em especial comunicar e entender o que se comunica, está ligada à falta de adequação da linguagem, realidade sócio-econômico-político e flexibilidade. Vale ressaltar que, segundo o pesquisador, "A imprensa não trata da doença e, sim, da cura".

          Já para Dias:

          Os próximos anos serão marcados por importantes transformações nas formas de comunicação, face à agilidade da obtenção de informação e acesso ao conhecimento disponíveis para, cada vez mais, um número maior de pessoas ávidas ao saber, em função do desenvolvimento, da inovação tecnológica e do avanço científico.As universidades, como produto das lideranças responsáveis por esses conhecimentos, deverão estar aptas para enfrentar estes novos tempos.A pesquisa científica na saúde torna-se portanto, o elemento necessário para que principalmente os jovens se envolvam nestas atividades, integrem-se em suas áreas específicas de estudo e gerem novos conhecimentos que deverão ser devida e corretamente por elas divulgadas.Entretanto, há normas legais e preceitos éticos, que disciplinam a matéria e que até de forma preventiva devem ser conhecidos e seguidos. (DIAS, Reinaldo Brito. 2001, p. 396).

          Diante da colocação do autor em seu breve resumo, percebe-se que questões e fatores importantes ligados à comunicação, saúde e ética, são aspectos fundamentais para uma sociedade próspera.

           A comunicação exerce nos dias atuais uma grande força sobre o ser humano; desta forma, a necessidade de se veicular informações com qualidade é fundamental. Já em relação especifica à saúde ligada à comunicação, o autor ressalta que, "Mais importante que a atuação punitiva assegurada por Lei, cabe-lhes a missão preventiva..." ou seja, é por meio de informações com qualidade e ética que poderemos mudar as atitudes e comportamentos, bem como transformar a sociedade. Esta, atualmente comunista e hedonista, fascinada pela comunicação e incapaz de optar entre o necessário e supérfluo, está estimulada, sem raciocínio crítico, a adquirir e consumir tudo que se lhe apresente como idéia de felicidade. Conceitos que realmente devem ser revistos.

          Daniel, em sua pesquisa, questiona a felicidade do ser humano interligada à mídia e aos meios de comunicação. Ressalta que jamais podemos ser felizes sozinhos, pois somos co-participantes da felicidade ou infelicidade do mundo que nos rodeia. Desta forma, a pesquisadora destaca o fato da mídia manipular a felicidade e desejos imediatos do ser humano; porém, pouco trabalha as esperanças mais profundas, talvez por esta questão demandar de questionamentos mais profundos em relação aos nossos valores encontrados em cada estilo de vida do indivíduo. A autora enfatiza, diante do cenário descrito em relação aos verdadeiros deveres da mídia que, "talvez a mídia possa voltar a lembrá-los de suas próprias máximas: prevenir, curar às vezes, aliviar sempre... ".

          Verifica-se nos textos classificados nesta categoria, que a interligação entre comunicação, ética e saúde está intrínseca na questão da coletividade, da informação veiculada pela mídia e da unificação de profissionais, ou seja, colocam-se em evidência o avanço da tecnologia e a interligação dos profissionais, destacando-se a importância em transmitir informações com responsabilidade entre os mais variados profissionais, como forma de informação e educação, fator este que requer cuidados especiais, uma vez que, é primordial educar como forma de prevenção, na esperança de que exista uma mudança de comportamento diante da situação da qual se trata.

           Sá, em seu artigo, propõe a unificação dos profissionais para a obtenção de resultados satisfatórios e eficazes na comunicação em saúde. De maneira pouco diferenciada, Daniel enfatiza o fato da mídia manipular com a felicidade nossos desejos, deixando de trabalhar nossas esperanças, uma vez que a felicidade depende do mundo que nos rodeia.

          Observa-se, assim, que a importância da unificação não deve ser somente por parte dos profissionais da área da saúde mas sim, do ser humano em geral, ou seja, de toda uma sociedade participativa e ativa diante deste assunto que tanto requer considerações e soluções para uma comunicação verdadeiramente promissora.

          TABELA - 5: Indicações para Pesquisas em Comunicação e Saúde

FONTE AUTOR DATA TÍTULO
Texto apresentado no VI Congresso de Comunicação e Saúde Conceição A. Sanches 09/2003 Indicações para Pesquisas em Comunicação e Saúde

          No artigo apresentado por Sanches, pode-se perceber que o objeto de estudo é a indicação de pesquisas em comunicação para a saúde. A autora fornece um parâmetro histórico sobre a comunicação para a saúde e indica fontes de pesquisa, contribuindo assim com pessoas que tenham interesse por esta temática.

          Desta forma, a autora aborda alguns conceitos importantes da comunicação na área da saúde:

          Os primeiros indícios da construção de um conceito de Comunicação e Saúde remontam ao século XIX, entre 1820 e 1840, quando os médicos Willian Alison, escocês, e Louis René Vilermé, francês, estabeleceram as relações causais entre doença e condições sócio-econômico e culturais da população. Em 1848, na Alemanha, devido ao clima de conturbação política na Europa, forja-se um movimento de reforma da medicina que defende que a saúde do povo é da responsabilidade de toda a sociedade, e não somente da medicina. Poe isso, ao menos teoricamente, é dever do Estado assegurá-la ( SANCHES, Conceição A .)

          A pesquisadora ressalta, também, que "a importância da comunicação para a saúde se manifesta no impacto que as informações a respeito de hábitos saudáveis, prevenção e cura de doenças têm sobre o cotidiano das pessoas".

           Contudo, seu artigo colabora e evidencia a importância da pesquisa nesta temática, assunto este que atualmente requer muita ênfase diante do atual contexto histórico em que vivemos.

           Comunicação em saúde é um dos fatores de maior relevância em uma sociedade, quando bem trabalhados os resultados apresentam expectativas de avanço e satisfação em geral. Não tem sido o caso do nosso país, onde as informações transmitidas sobre saúde, principalmente referindo-se à saúde pública, deixa a desejar em relação à transparência, educação e, principalmente, prevenção.

          É necessário estabelecer um parâmetro sobre a comunicação em geral, sua historicidade e sua utilização. A autora faz referência sobre o profissional de comunicação atuar na subárea da saúde. Pode-se dizer que comunicação e informação em saúde constitui-se um passo decisivo na busca de transformações sociais. E é realizando estudos e pesquisas juntamente com suas expectativas e divulgações, que conseguiremos ter aprofundamento nessa questão tão esquecida pela nossa sociedade.

          TABELA - 6: Promoção da Saúde

FONTE AUTOR DATA TÍTULO
Site www.hygeia.fsp.usp.br Miranda Suzete de Oliveira Rosa Acesso em 15/10/2003 Aprendendo a Educar em Saúde: desafios na formação de agentes de mudança
www.comtexto.com.br Wilson da Costa Bueno Acesso em 15/10/2003 Comunicação para a Saúde: uma rewisão crítica

           No que se refere aos desafios da educação para saúde, Rosa assim se manifesta:

          Faz-se necessário repensar o agir educativo quando desejamos modificar hábitos pois, é preciso experienciar novas formas para se acreditar ser possível transformar nossas crenças, conhecimentos e valores éticos. Construir um espaço de reflexão-ação com protagonistas do processo de educação e saúde, quer sejam futuros professores ou profissionais de saúde, para vivenciar metodologia e novos conceitos tem sido o objetivo precípuo das oficinas de educação em saúde que venho desenvolvendo nas disciplinas da pedagogia, da enfermagem e de diversas licenciaturas. (ROSA, Miranda Suzete de Oliveira. Universidade federal do Rio Grande do Sul)

          Já para Bueno:

          A experiência brasileira de comunicação para a saúde, apoiada na ação dos meios de comunicação de massa, esbarra ainda em alguns vícios e preconceitos. A mídia tem transformado o universo da doença (e a sua cura) em um grande espetáculo, movido por lances mágicos ou sensacionais, onde prevalecem o mito da técnica onipotente, a ideologia da novidade e o conflito maniqueísta do bem contra o mal. ( BUENO, Wilson da Costa).

          De acordo com o autor, pode-se verificar que as abordagens e críticas referentes à comunicação para a saúde, em nosso país, são realizadas de forma profundas e pertinentes ao assunto. Segundo o autor, é fundamental a conjugação de duas realidades, ou seja, a prática da medicina e a do processo de divulgação. Faz também referências a respeito das formas e da qualidades das informações que são veiculadas.

          Estas duas possibilidades encerram gargalos e distorções, exatamente porque estão umbilicalmente vinculadas a fatores que lhes fogem do controle: a proposta editorial dos veículos, a atuação corporativa da chamada ordem médica, a ingenuidade e o despreparo de jornalistas e comunicadores em geral, a omissão dos governantes e o lobby da indústria da saúde. (BUENO, Wilson da Costa)

          O autor cita como exemplo a campanha do "Bráulio", que foi descontinuada tendo em vista o recuo do governo. Isso se configura como um exemplo gritante do amadorismo que cerca o planejamento de campanhas. O erro em sua veracidade está em imaginar que deverão atender mensagens o alvo de massa, podendo produzir alterações profundas de comportamento. Diante do cenário descrito pelo autor, pode-se definir a prática brasileira de comunicação para a saúde tomando-se por base de uma série de parâmetros, como a descontextualização, a centralização do foco na doença, a visão preconceituosa das terapias e medicinas alternativas, a ideologia da tecnificação, a legitimação do discurso da competência e a espetacularização da cobertura na área médica, entre outros.Nos textos classificados nesta categoria, pode-se verificar o conceito sobre a comunicação em saúde como fonte de educação. Rosa destaca a necessidade da promoção da saúde como forma de educação para todos em geral. Bueno complementa afirmando que a comunicação para a saúde apóia-se na ação dos meios de comunicação massiva, concluindo assim que, saúde para a sociedade é resultado da educação, bem como as estratégias utilizadas como forma de abordagem para o assunto são resultados da eficácia existente no processo de promoção para a saúde.Vale ressaltar a questão da ética sobre a informação a ser veiculada, uma vez que nem tudo vem sendo transmitido à sociedade, referindo-se à omissão de informações como fonte de agentes transformadores de uma sociedade.

          TABELA - 7: Publicidade e Saúde

FONTE AUTOR DATA TÍTULO
* Mídia e Saúde Lana Cristina Nascimento Santos 2001 A Publicidade e a Saúde - Análise de anúncios publicitários

          O artigo de Santos destaca aspectos da publicidade ligada à saúde, ou seja, devido à propaganda, com o passar dos tempos, ter se transformado em um poderoso meio de difusão de hábitos de consumo, não só de produtos e serviços mas também conceitos e idéias. Verifica-se o uso da linguagem da saúde para melhor persuadir o consumidor, obtendo ou não o resultado prometido e, em muitos casos, podendo levar o consumidor à ilusão de um tratamento de saúde , caso venha a consumir o produto no anúncio publicitário.

          O que nos causa preocupação é: até onde estes anúncios têm ou não veracidade de causa e efeito? Percebe-se que o ser humano, na maioria das vezes, busca soluções e não prevenção, devido a sua própria cultura, fator este que gera polêmica e reflexão a respeito da problemática. Portanto, não seria mais adequado uma fiscalização dos anúncios publicitários e a reformulação de anúncios sobre saúde em nosso País?

          TABELA - 8: Saúde e Mídia

FONTE AUTOR DATA TÍTULO
* Mídia e Saúde Wilson da Costa Bueno 2001 A cobertura de saúde na mídia brasileira: os sintomas de uma doença anunciada

          Bueno, em seu estudo, faz uma análise das ações e estratégias de comunicação focadas na saúde em nosso país. Evidencia alguns equívocos e distorções que precisam ser corrigidos, pois isso acaba por penalizar, sobretudo, o usuário da informação.

          Outro aspecto interessante apresentado pelo autor é o de que, para recuperar o paciente, em primeiro lugar, é necessário tornar o ambiente asséptico, livre de contaminações, num amplo e saudável processo de prevenção. E, para isso, é necessário que o vírus da informação desqualificada ou comprometida comece a passar por processos de inovação, estabelecendo um fluxo ágil e permanente de informação qualificada.

          Segundo o autor, verifica-se que:

           Estudiosos da comunicação e da saúde têm comprovado, ao longo do tempo, a importância da educação/comunicação para a saúde e acumulação do argumentos irrefutáveis em favor da implementação de canais que propiciem aos cidadãos informações precisas, ética e socialmente responsáveis. Os exemplos são inúmeros e absolutamente contundentes. Eles confirmam a tese de que o investimento em educação para a saúde representa um vetor importante na prevenção de doenças e na definição de políticas públicas que atendam aos segmentos menos favorecidos da população.A comunicação em saúde deve ser vista, pelo menos é a perspectiva deste trabalho, como uma modalidade singular da divulgação científica, certamente a mais importante, se levarmos em conta o espaço e tempo a ela dedicados pelos meios de comunicação de massa. (BUENO, Wilson da Costa, 2001, p.672).

          Analisando esta questão pode-se observar que, embora a necessidade de renovação e reformulação na comunicação em saúde serem quesitos fundamentais em nosso país, vale ressaltar a questão da implementação de estratégias e planejamentos qualificados para uma comunicação em saúde, principalmente em saúde pública, onde se faz o uso da comunicação massiva. Atualmente, os índices e divulgações do próprio Ministério da Saúde sobre as doenças em geral, estão em evidência.

          O que falta à população é motivação, estudo, reconhecimento de causa por parte do governo, condições que proporcionem esperança de poder e querer mudar esta situação.

          Considerações finais

          Na análise realizada sobre Comunicação em Saúde, pode-se estabelecer reflexões a respeito dos aspectos imprescindíveis e desejados para a promoção da saúde em nosso país.

          Contudo, verifica-se a importância da comunicação como base de uma ação transformadora do contexto atual, bem como ressalta-se que esse processo, em suas mais diversas vertentes, é a forma mais adequada de esclarecer, informar, prevenir e educar o cidadão.

          Pode-se observar que a saúde, especificamente no nosso país, apresenta índices insatisfatórios, seja na saúde pública, na falta de estratégias adequadas de comunicação, falta de informação, na escassez de estratégias de abordagem sobre o assunto e na promoção da saúde em geral.Desta forma, espera-se que ações de comunicação sejam desenvolvidas para que haja uma mudança no atual contexto em que vivemos.

          Vale ressaltar, no que concerne à saúde, que as organizações que controlam esse processo, em especial, o primeiro setor, são organizações públicas, regulamentadas pela política de Ação Social do Governo, que se desenvolve diante dos recursos assegurados e financiados pela população. No que concerne ao segundo setor, este caracteriza-se pelas organizações privadas que visam à lucratividade e, por fim, o terceiro setor, composto pelas organizações sem fins lucrativos, as chamadas Ongs e instituições, que são criadas por cidadãos com o objetivo de prestar serviços públicos, comunitários e sociais em várias áreas, como: saúde, educação,meio ambiente, habitação, entre outros mais.

           O Brasil não tem a cultura de prevenir/educar seus cidadãos para uma vida com qualidade contínua, o que vem reforçar a idéia da inexistência de planos e estratégias de comunicação como fonte de soluções para problemas ainda existentes.

          Nesta pesquisa, pôde-se verificar em vários artigos, a ineficiência das publicidades, das mídias e da tecnologia como fonte de informação, bem como o descaso da saúde pública para com o cidadão, um dos maiores problemas nacionais, cuja solução não depende somente da comunicação mas, sim, do interesse político e dos detentores do poder para resolvê-la.

          Outro aspecto de grande importância é a questão da tecnologia estar ligada à comunicação, oferecendo inovação, criatividade e agilidade. Vale ressaltar a possibilidade de uma comunicação ruidosa diante das tecnologias de ponta , uma vez que é fundamental em planos de comunicação levar em consideração os pontos positivos e negativos desse processo, bem como o repertório, possibilidades e limitações do receptor.

          Também é importante destacar a necessidade de se direcionar esforços para um plano de comunicação adequado em saúde, tendo como objetivo principal, a prevenção, educação e informação sobre direitos e deveres que dizem respeito ao cidadão, fonte participativa e ativa de uma sociedade democrata.

           Já em relação aos profissionais, é fundamental destacar que, de nada adianta os profissionais de comunicação direcionarem esforços e desenvolver ações de comunicação se não houver a unificação dos profissionais da saúde com os mesmos, bem como o poder político liberar condições para a execução destas ações.

          Já no que diz respeito especificamente ao profissional de Relações Públicas que, antes de tudo, exerce a função de um comunicador, verifica-se que este procura ser um canal de comunicação entre a organização e seus diferentes públicos, buscando sempre atingir o interesse comum, ou seja, relaciona esse processo às forças de comunicação que podem mover a opinião pública de forma positiva, bem como contribuir para o bem social.

          No desenvolvimento de suas funções podemos destacar as ações de Relações Públicas que contribuem muito para a formação do cidadão e públicos interligando interesses e necessidades das organizações, sejam elas de primeiro, segundo ou terceiro setor, bem como contribui para uma sociedade mais promissora.

          Desta forma, o exercício das Relações Públicas requer ações planejadas, investigação, diagnóstico e avaliação, procurando de forma sistematizada e estruturada elevar o nível de conhecimento, entendimento e educação nesta questão estudada, podendo assim criar as condições para a promoção da saúde, estabelecendo o interesse comum perante a sociedade.

          Referências

          Livros

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PITTA, Áurea M. da Rocha. SAÚDE & COMUNICAÇÃO - visibilidades e silêncios. Editora Hucitec Abrasco. São Paulo, 1995, 293 p.

          Artigos

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DIAS, Reinaldo Brito. Comunicação e Saúde: Aspectos Éticos e Legais - Pesquisa. III COMSAÚDE - Comunicação e promoção da Saúde. Adamantina, São Paulo, 2000, 389 p.

JÚNIOR, Ademir Pereira. Comunicação e Saúde: Análise de alguns Programas de Excelência. II COMSAÚDE - Comunicação e Saúde Comunitária. Adamantina, São Paulo. 1999, 233 p.

JÚNIOR, Ademir Pereira.Comunicação em Saúde Pública: uma análise sobre alguns casos bem Sucedidos. III COMSAÚDE - Comunicação e promoção da Saúde. Adamantina, São Paulo, 2000, 435 p.

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SANTOS, Lana Cristina Nascimento. A Publicidade e a Saúde - Análise de anúncios Publicitários. III COMSAÚDE - Comunicação e promoção da Saúde. Adamantina, São Paulo, 2000, 723 p.

          Documentos eletrônicos

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ROSA, Miranda Suzete de Oliveira. www.hygeia.fsp.usp.br. Aprendendo a Educar em Saúde: Desafios na formação de agentes de mudança. Acesso em 15 de out. 2003

 

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Janaina Rodrigues Pacheco
Relações Públicas, formada pela Universidade do Sagrado Coração - USC/Bauru.

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