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A
revista digital Comunicação & Saúde
divulga material informativo sobre saúde oriundo de instituições
de pesquisa, universidades, entidades e Governos, mas se reserva
o direito de não publicar textos que, implicita e explicitamente,
tenham interesses comerciais e que objetivem vender produtos ou
equipamentos em geral. O material a ser publicado deve estar também
em sintonia com a linha editorial da revista.
Portal
de Medicamentos está no ar
Já
está disponível na Internet o Portal de Medicamentos
do Governo Federal, com informações sobre compras
de medicamentos e materiais hospitalares adquiridos pelos governos
federal, estaduais e municipais com recursos do Sistema Único
de Saúde (SUS). Com a sua utilização, o governo
estima que poderá reduzir custos de aquisição
entre R$ 700 milhões e R$ 1,3 bilhões ao ano.
No
novo portal, os gestores de saúde poderão acessar
informações referentes às aquisições
do governo federal, estados e municípios por meio da integração
com os diferentes sites de compras existentes no país.
Os portais do Banco do Brasil, da Universidade Federal de São
Paulo, e do Conselho Nacional de Municípios (CNM) são
alguns exemplos. Assim que esses e os demais portais de compras
estiverem integrados com o Portal de Medicamentos, as informações
serão atualizadas automaticamente. Dentre as informações
que estarão disponíveis estão resultados
e avisos de licitações, contratos realizados, compras
em andamento e concluídas e preços praticados.
Além
disso, o Portal de Medicamentos vai funcionar como uma referência
em relação aos preços de medicamentos praticados
no mercado. Isso significa que o gestor terá a possibilidade
de analisar se ele efetuou uma compra com valor acima ou abaixo
do que vem sendo praticado para outras instituições.
A ferramenta também vai padronizar e integrar as informações
sobre as aquisições feitas pelos governos federal,
estaduais e municipais.
O
objetivo do portal é trazer informações sobre
quais medicamentos e materiais hospitalares são adquiridos
pelo Ministério da Saúde e pelas secretarias estaduais
e municipais de saúde, os valores destinados para aquisição,
a quantidade e a modalidade das compras. A ferramenta pretende
qualificar o processo de compras e ampliar o volume de medicamentos
e materiais hospitalares adquiridos com a mesma quantidade de
recursos repassados pelo governo federal. O Portal de Medicamentos
permitirá ainda, a médio prazo, que os estados e
municípios façam consórcios entre si para
efetuar compras em conjunto, o que irá reduzir mais os
custos.
O
item medicamento é um dos produtos que demanda maior volume
de gastos por parte do governo federal. Em 2004, foram destinados
R$ 3,5 bilhões na compra direta e com os repasses para
estados e municípios. Este ano, serão empregados
R$ 4,2 bilhões na aquisição de medicamentos.
Conforme o Ministério do Planejamento, 65% do valor total
gasto com medicamentos podem ser usados para compras em mercados
onde há mais de um fornecedor e, portanto, ampla concorrência,
favorecendo a otimização dos recursos.
O
acesso ao novo portal é permitido para gestores do Sistema
Único de Saúde, fornecedores e para toda a sociedade.
O site será atualizado diariamente por meio de um processo
automático quando a compra do medicamento for realizada
via internet. A ferramenta foi desenvolvida pelo Ministério
do Planejamento, Orçamento e Gestão em conjunto
com o Serpro e é administrado pelo Ministério da
Saúde.
Pregão
Eletrônico
Além
do Portal de Medicamentos, o Ministério da Saúde,
desde 2003, vem adotando medidas para o melhor gerenciamento dos
recursos públicos, especialmente, as despesas com medicamentos.
No caso dos hemoderivados, houve a redução dos gastos
em mais de 50%, quando o órgão adotou o pregão
para os processos de licitação. Isso significa uma
economia de US$ 60 milhões que serão investidos
na ampliação da compra desses produtos e na construção
da Hemobrás, a primeira fábrica brasileira de hemoderivados
que vai tornar o Brasil auto-suficiente na produção
de derivados do sangue, hoje todos importados.
As
licitações dos outros tipos de medicamentos também
são realizadas via pregão, principalmente, o eletrônico
o que tem diminuído o preço dos produtos.
Todos
os órgãos do governo federal estão adotando
o pregão como modalidade padrão nas suas compras.
Desde o dia 1º de julho, pelo Decreto nº 5.450, é
obrigatório o uso do pregão, preferencialmente a
forma eletrônica, nas aquisições de bens e
serviços comuns feitas pela administração
pública federal.
A
norma vale para os órgãos da administração
pública federal direta, os fundos especiais, as autarquias,
as fundações públicas, as empresas públicas,
as sociedades de economia mista e as demais entidades controladas
direta ou indiretamente pela União. O objetivo do governo
federal é aumentar a transparência das compras governamentais,
agilizar o processo e, principalmente, reduzir os custos dos bens
e serviços comuns adquiridos pelos órgãos
públicos federais.
O
endereço do Portal de Medicamentos, acessivel na Web, é:
www.comprasnet.gov.br/PortalMed/principal/default.asp
(Fonte Newsletter Em questão,
produzido pela SECOM)
Funcionários
comem errado nas empresas
Estudo
realizado em uma empresa de Belo Horizonte mostra que o almoço
consumido pelos funcionários é hipoglicídico,
hiperprotéico e hiperlipídico. Além disso,
o consumo de fibras alimentares é baixo. Pesquisadores
afirmam que a alimentação deve ser orientada por
nutricionistas.
As
Unidades de Alimentação e Nutrição
têm como objetivo principal oferecer alimentação
adequada às necessidades nutricionais da clientela das
empresas. Os cardápios elaborados devem ser, portanto,
balanceados de modo que os requerimentos em energia e nutrientes
possam ser. Como no sistema self service não existem restrições
das quantidades servidas, é comum que haja consumo médio
elevado de alguns alimentos, principalmente das carnes e gorduras.
Isso é o que mostram pesquisadores da Universidade Federal
de Minas Gerais em um estudo que teve como objetivo avaliar a
adequação nutricional média do almoço
self service de uma Unidade de Alimentação Nutricional
da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A
clientela da unidade foi constituída por 310 funcionários,
na faixa etária de 16 a 60 anos. Foram estudados os 22
cardápios do período entre 8 de janeiro e 14 de
março de 2001, servidos de segunda a sexta-feira. De acordo
com artigo publicado na edição de janeiro/fevereiro
de 2005 da Revista de Nutrição, "as preparações
culinárias de cada refeição devem ser selecionadas
pelo nutricionista, levando em consideração os hábitos
e as preferências alimentares da clientela, a safra, a oferta
e o custo do gênero alimentício no mercado, os recursos
humanos, a disponibilidade de área e equipamentos, o preparo
e o consumo efetivo dos alimentos".
No
estudo, os pesquisadores constataram que o valor energético
médio foi de 1108kcal. Os teores de carboidratos, proteínas
e lipídios forneceram, respectivamente, 51,0%, 19,0% e
30,0% de energia metabolizável. Segundo eles, "com
base nas recomendações para a população
brasileira do sexo masculino (2.785kcal), os cardápios
avaliados contribuíram com 40,0% da necessidade energética
total, 30,0% dos carboidratos, 96,0% das proteínas e 47,0%
dos lipídios. Para a população do sexo feminino
(2.056kcal), os valores correspondentes foram, respectivamente,
54,0%, 41,0%, 130,0% e 64,0%". Isso mostra que o almoço
consumido pelos funcionários da empresa é hipoglicídico,
hiperprotéico e hiperlipídico, com destaque para
o consumo de proteínas que, de acordo com os cientistas,
deveria ser reduzido cerca de 2 vezes para os homens e 3 vezes
para as mulheres para atender às recomendações.
O
consumo de fibra alimentar também mostrou-se inadequado,
correspondendo a 48,0% das necessidades diárias da clientela.
Dessa forma, a equipe alerta para a necessidade de todos os nutrientes
estarem presentes em todas as refeições, nas quantidades
e percentuais recomendados e levando-se em consideração
as necessidades energéticas totais calculadas com base
nas atividades, para que a adequação nutricional
do indivíduo-médio seja atendida. "As atividades
de atenção dietética devem anteceder o planejamento
de uma refeição adequada, sendo inerentes ao nutricionista
responsável, o que não foi priorizado na unidade
estudada", afirmam no artigo.
(Fonte: Agência Notisa -
Notícias de Saúde)
Coquetel
de energéticos com álcool pode induzir à
dependência
Uma segunda etapa da linha de pesquisa desenvolvida no Departamento
de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
sobre os efeitos do consumo de álcool misturado a bebidas
energéticas pode confirmar o que os adeptos dessa combinação
já afirmavam: os energéticos são capazes
de reduzir a sensação de embriaguez e os efeitos
depressores do álcool, além de prolongar a fase
de excitação.
Na pesquisa, feita em camundongos, o efeito estimulante do álcool
foi potencializado pela administração crônica
da mistura, durante a qual os animais apresentaram uma atividade
locomotora 57% maior que a do grupo controle (que recebeu somente
água); 47% maior que a do grupo que recebeu apenas bebida
energética; e 39% maior que a do grupo que recebeu álcool
isoladamente.
Mas exames toxicológicos mostraram que, apesar de as bebidas
energéticas não terem causado danos ao organismo,
também não foram capazes de reduzir os efeitos tóxicos
do álcool, inclusive na função hepática
dos animais. "A coordenação motora ficou igualmente
prejudicada nos animais que receberam a combinação
e nos que receberam apenas álcool", alerta Sionaldo
Eduardo Ferreira, autor da pesquisa, apresentada como tese de
doutorado.
O trabalho, que foi orientado pela professora Maria Lúcia
Formigoni, levantou uma questão bastante preocupante para
a saúde pública: o uso abusivo de bebidas alcoólicas,
especialmente das destiladas, com conseqüente aumento do
desenvolvimento de dependência química. "A administração
repetida de álcool pode levar ao desenvolvimento de tolerância,
tornando necessário o aumento da dose para obtenção
do mesmo efeito, ou o desenvolvimento de sensibilização
comportamental, na qual o efeito estimulante da substância
aumenta com o decorrer do uso, mesmo mantendo-se a dose",
explica Sionaldo. "Neste último caso, estudos realizados
por pesquisadores de diversos países demonstram que tanto
animais de laboratório e como as pessoas mais sensíveis
aos efeitos prazerosos das drogas de abuso, inclusive do álcool,
têm maior chance de fazer uso abusivo e desenvolver dependência."
Nos animais que sentiram menos os efeitos do álcool - classificados
como de "baixa sensibilidade" -, a combinação
do álcool com energético aumentou a atividade locomotora,
levando-os a atingir níveis semelhantes aos dos animais
classificados como de "alta sensibilidade".
Modismo perigoso
Comercializadas em mais de 40 países, as bebidas energéticas
chegaram ao Brasil em 1996 e, entre seus efeitos, estão
a melhora no desempenho físico e mental. Sua rápida
popularização, entretanto, ocorreu juntamente com
seu uso combinado a bebidas alcoólicas.
Em sua tese de mestrado, defendida em 2002, Sionaldo avaliou o
padrão de uso das bebidas energéticas em São
Paulo, observando que, dos 136 usuários entrevistados,
76% as consumiam juntamente com bebidas alcoólicas e, destes,
91% utilizam preferencialmente com bebidas destiladas. Em relação
aos efeitos da mistura, 86% dos entrevistados relataram alguma
alteração dos efeitos do álcool, principalmente
na melhora do humor e na diminuição da sensação
de embriaguez. A média de consumo variou entre uma e três
latas por ocasião de uso.
Testando os efeitos da mistura em voluntários jovens -
principais usuários - Sionaldo e mais dois pesquisadores
envolvidos no estudo detectaram uma diminuição na
percepção subjetiva de alguns sintomas da intoxicação
alcoólica. Resultado que não foi comprovado em testes
de desempenho psicomotor (tempo de reação visual
e coordenação motora).
Os pesquisadores ressaltam a importância de se evitar o
uso abusivo de álcool, seja ele combinado ou não
com bebidas energéticas, ou com quaisquer outras substâncias.
"O álcool está associado à maior parte
dos gastos públicos com saúde decorrentes das drogas
de abuso, apesar de ser legal e socialmente aceito", afirma
Sionaldo. "É importante despertar nos jovens a consciência
de que os comportamentos abusivos de hoje podem ter graves conseqüências
no futuro, não só para o indivíduo, mas para
a sociedade como um todo".
(Fonte: Assessoria de Imprensa
da UNIFESP)
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