Volume 2
Número 3

20 de dezembro de 2005
 
 * Edição atual    

          Almanaque Histórico "Oswaldo Cruz - o médico do Brasil"

          A edição de 2003 do Projeto Memória – uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil e a Odebrecht – homenageou o médico e sanitarista Oswaldo Cruz. Uma das iniciativas realizadas no âmbito desta homenagem foi a publicação do Almanaque Histórico “Oswaldo Cruz – o médico do Brasil”, elaborado com base em ampla pesquisa feita por equipe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com material ilustrativo rico e imagens de época, o Almanaque foi concebido para ser usado em sala de aula. Acompanha a publicação um guia de orientação, voltado a professores de quinta à oitava séries.

          O Projeto Memória tem por objetivo resgatar, difundir e preservar a história de fatos e personalidades que, nas mais diversas áreas, tenham contribuído para formar a identidade cultural do país.

          Escolas e demais instituições de ensino e pesquisa interessadas o Almanaque Histórico “Oswaldo Cruz – o médico do Brasil” podem adquirir gratuitamente a publicação no Museu da Vida, Av. Brasil, 4365, Rio de Janeiro, RJ (procurar Andrea Ramos, e-mail aramos@coc.fiocruz.br; outras informações pelo e-email cestudos@coc.fiocruz.br).

          A insatisfação com o próprio corpo

          A busca pelo corpo ideal tornou-se uma febre nos últimos anos. A procura por atividades cresceu significativamente, principalmente entre os jovens. Para as mulheres, o tipo físico ideal é um corpo mais magro e menos volumoso. Já os homens querem ter um corpo mais forte e volumoso e com baixo percentual de gordura. Isso é o que mostram pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora e da Universidade Estácio de Sá em um estudo realizado com 186 pessoas que praticavam caminhada no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora.

          O objetivo do estudo foi quantificar o tipo físico ideal e verificar o nível de insatisfação corporal de praticantes de atividade física. De acordo com artigo publicado na edição de maio/junho de 2005 da Revista Brasileira de Medicina do Esporte, "a imagem corporal é uma construção multidimensional que descreve amplamente as representações internas da estrutura corporal e da aparência física, em relação a nós mesmos e aos outros. O processo de formação da imagem corporal pode ser influenciado pelo sexo, idade, meios de comunicação, bem como pela relação do corpo com os processos cognitivos como crença, valores e atitudes inseridos em uma cultura".

          Os pesquisadores verificaram que pelos valores de índice de massa corporal (IMC) e percentual de gordura, as mulheres preferem corpos mais magros e com volume corporal menor do que as recomendações de saúde. Já a tendência masculina é a de possuir um corpo com maior volume e menor quantidade de gordura corporal. Em relação à insatisfação corporal, eles constataram que as mulheres apresentaram um nível de insatisfação semelhante de 76% e os homens de 82%. "Os indivíduos que iniciam um programa de atividade física, na maioria dos casos, buscam, de alguma maneira, modificar as formas e proporções de seu corpo. Essa valorização exacerbada de baixos níveis de gordura corporal, a comparação entre os indivíduos que freqüentam o mesmo ambiente, além de opiniões da própria família, levam as pessoas a apresentarem altos níveis de insatisfação com a aparência do corpo".

          A equipe alerta, no entanto, para a importância de se adotar um programa de atividade física adequado: "a insatisfação com a imagem corporal leva as pessoas a iniciarem um programa de atividade física. Um programa de atividade física bem elaborado pode reduzir o peso corporal, como é o desejo das mulheres ou, como desejam os homens, aumentar a massa muscular. Na verdade, a prática de atividade física pode levar os indivíduos a alcançar os corpos que idealizam. Entretanto, a prática de atividade física, em alguns casos, pode resultar em conseqüências negativas, aumentando, nas mulheres, a preocupação com a magreza e, nos homens, ocasionando o fenômeno conhecido como dismorfia muscular ou anorexia reversa".

Fonte: Agência Notisa (recebido por e-mail)

          Os mestres precisam mais de carinho

          O trabalho dignifica o homem, mas também pode "levar à loucura". Um estudo feito com professores da rede municipal de Vitória da Conquista (BA) mostrou que 55,9% apresentavam distúrbios psíquicos classificados como "menores". Entre as principais ocorrências, os pesquisadores citam nervosismo, tensão, cansaço excessivo, preocupação, tristeza e sustos repentinos. Também foi apresentado grande número de dores de cabeça e de estômago. A prevalência é maior do que a apresentada em estudos anteriores e mais elevada em professores com alta exigência de trabalho, mostrando que a saúde mental desses profissionais está fortemente associada ao conteúdo de suas tarefas. O estudo foi publicado na revista científica da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), Cadernos de Saúde Pública. O texto integral pode ser solicitado pelo e-mail: ccs@fiocruz.br .

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias (recebido por e-mail)

          Os melhores e piores planos de saúde

          Pesquisa encomendada pela ACOESP, Associação das Clínicas e Consultórios do Estado de São Paulo, à empresa de pesquisa e marketing Strata Marketing elegeu, segundo critérios de maior importância na relação entre pacientes, médicos e convênios médicos, os 5 (cinco) melhores planos de saúde do Estado de São Paulo - Sul América, Unimed Paulistana (médicos cooperados), Bradesco Saúde, Fundação CESP, Omint/Skill e os 5 (cinco) piores - Royal Saúde, Blue Life, Serma, Dix Amico, Life System.

          A pesquisa foi realizada entre os meses de maio e julho de 2005 com um universo pesquisado de 2.000 médicos cadastrados na ACOESP, resultando em uma amostra de 123 questionários válidos respondidos, via Internet ou enviados aos médicos. Segundo a metodologia da pesquisa, esse número representa uma margem de segurança de 95% e de erro de 10%. Os planos receberam nota de 1 a 5 de acordo com a avaliação dos médicos. Os critérios utilizados na pesquisa foram: 1º remuneração por atendimento; 2º pontualidade de pagamento ao médico; 3º volume de atendimento a pacientes; 4º nível de interferência na realização de procedimentos; 5º não pagamento de atendimentos e exames realizados sem justificativa (glosas injustificadas); 6º facilidade e/ou dificuldade de comunicação; 7º nível de burocracia exigida para a realização do atendimento.

          Um dos fatores mais importantes levantados pela pesquisa e que chamou a atenção, reflete diretamente no consumidor final, motivo de inúmeras reclamações no PROCON de São Paulo. No total de 219 reclamações, de janeiro a julho de 2005, sobre planos de saúde, 71 (32%) se refere à não cobertura de exames e procedimentos pedidos pelos médicos aos pacientes através de seus convênios. Critérios como interferência na aprovação de exames, demora na autorização e remuneração insuficiente, prejudicam tanto o médico como o paciente. "Algum nível de interferência dos planos de saúde e demora na autorização, além de prejudicar a terapêutica, aumenta a insatisfação do paciente, o que recai sobre o atendimento da clínica", comenta o Doutor Nelson Astur Filho, presidente da Associação das Clínicas e Consultórios do Estado de São Paulo (ACOESP).

Fonte: ACOESP/ Spoke Comunicação Empresarial (recebido por e-mail)

          Os perigos ignorados dos agrotóxicos

          A utilização de agrotóxicos na agricultura sempre gera polêmicas e tem sido apontada como um dos principais meios de intoxicações, que representam atualmente um grave problema de saúde pública. Os trabalhadores rurais são os principais envolvidos em acidentes e, mesmo assim, são poucos os que utilizam equipamentos de proteção individual e vêem a utilização de agrotóxicos como risco à saúde. Essa é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Castelo Branco e da Fundação Oswaldo Cruz com agricultores de Cachoeiras de Macacu (RJ).

          Dados oficiais recentes colocam o Brasil como o 7º consumidor mais freqüente no mundo, tendo sido consumidos no país, em 2001, 328.413 toneladas destes produtos. De acordo com artigo publicado na edição de abril/junho de 2005 da Revista Ciência e Saúde Coletiva, "muitas vezes, as intoxicações por defensivos não são graves a ponto de exigir internação; e são freqüentes os casos em que os trabalhadores rurais, embora com sintomas de intoxicação, continuam sua jornada de trabalho sem procurar atendimento médico. Mesmo para casos de intoxicações graves, a falta de atendimento médico é causa comum de sub-registro".

          No estudo, os pesquisadores constataram que 92,5% dos agricultores utilizavam agrotóxicos. Em relação à quantidade aplicada, eles observaram que 37,5% dos entrevistados calculavam a quantidade utilizada do produto de acordo com o rótulo. "Foi difícil analisar a quantidade dos produtos usados porque os agricultores não têm um critério de dosagem em relação ao tipo de cultura e ao tamanho da plantação. Eles utilizam os agrotóxicos de maneira inadequada e, na maioria das vezes, não respeitando o período de carência. Empregam produtos não específicos para uma determinada praga ou doença, e ainda fazem 'coquetéis de agrotóxicos', misturando produtos de diferentes composições químicas", afirmam no artigo.

          A equipe também verificou que 35% aplicavam o produto toda semana e 25,5% aplicavam duas vezes ao mês. No que se refere à autoproteção, na aplicação de agrotóxicos, 82,5% dos agricultores não utilizavam EPI (Equipamento de proteção Individual) completo e 17,5% o utilizavam. Desses agricultores, 35% não usavam nenhum tipo de proteção. Segundo a equipe, "o motivo alegado pela maioria dos trabalhadores para não usar os EPI é que a região é muito quente, tornando o equipamento desconfortável". Além disso, 60% dos agricultores não recebem nenhum tipo de treinamento para a utilização dos agrotóxicos.

          Nesse sentido, os cientistas observaram que 22,5% dos agricultores relataram ter sofrido intoxicação por agrotóxicos. Os sintomas mais comuns mencionados foram tonteira, dor de cabeça, dor no corpo e visão turva. Mesmo assim, apesar de reconhecer o risco da utilização dos agrotóxicos, a maioria não se dispõe a mudar. "Acreditamos que devido à natureza multifacetada do problema do uso abusivo de agrotóxicos no País, dos riscos para o meio ambiente e para a saúde humana por eles produzidos, apenas uma ação multissetorial de médio a longo prazo seria capaz de reduzir os impactos negativos destas substâncias", afirmam no artigo.

Fonte: Agência Notisa ( recebido por e-mail).

 

 
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